"NENHUM PASSO PARA TRÁS!"

Os protestos vêm tomando conta do Brasil. Confira minha opinião.

A FALTA DA VOZ

A torcida do São Paulo, em meio ao ruim desempenho da equipe, pede a volta de Muriciy.

A SELEÇÃO QUE PRECISAMOS

Saiba a minha opinião a respeito dos 11 titulares da Seleção Brasileira.

ESTRELA DE CAMPEÃO

A defesa de Victor foi a maior prova de que o Atlético está no caminho certo para o título.

A POESIA DE NEYMAR

Neymar se despediu ontem do Santos para assinar contrato com o Barcelona.

16 de mar de 2015

MOMENTO DE REFLEXÃO

     A elite branca é maioria, mas não é única nos protestos contra Dilma.
O que acontece?
A direita surge como um caminho. É essa a questão central da preocupante situação do país.

Duzentas mil pessoas na rua - ou seria um milhão, segundo a PM? - não é pouca coisa e demonstra que algo está errado. É óbvio que a elite branca que tem nojo de pobre andando de avião está presente e lidera os movimentos. Mas minimizar o momento como uma "revolta dos coxinhas" é erro grave.

Analisando o restante que não faz parte do pessoal que vomita ódio sobre a esquerda - porque, esses sim, são caminhos sem volta -, entendemos que a raiz é a despolitização. Ainda que não se tenha uma preferência por partido, ainda que pouco entenda-se de política econômica, milhares de pessoas nas ruas pintadas de verde e amarelo mobiliza qualquer um. Emociona uma classe média decadente que está sendo atingida pela crise, incentiva aqueles que estão desacreditados na política brasileira e dentro do senso-comum da nação corrupta.

A imprensa impulsiona? Sem dúvida. Ela manda, desmanda, faz o que quer. Mas Lula foi eleito duas vezes e Dilma outras duas. Contra a imprensa. Fica nítido, portanto, que o sentimento é de esgotamento. Esgotamento da corrupção, do sistema - e aqui encaixa-se também o complexo de vira-latas que Nelson Rodrigues utilizou para descrever o brasileiro.

A solução, de uma maneira simplória: diálogo, gente na rua, Dilma na TV. Abrindo o jogo, retrucando acusações como Haddad fez em sua entrevista para a rádio Jovem Pan. Não entendo porque as esferas governamentais distanciam-se tanto da população, mesmo sabendo que isso é motor do processo da generalização.

Na atual conjuntura, surge um paradoxo interessante. Na sexta, 13, manifestação daqueles que, no contexto, escolheram ficar do lado de Dilma e que são críticos à política hoje aplicada. Dois dias depois, protesto contra o governo, feita por gente que deveria ser, em tese, favorável à nova política econômica implantada. Aqui, vale ressaltar, refiro-me à classe dominante e não a que incorpora o movimento por estar seguindo a onda.

A direita reacionária composta pela gente diferenciada jamais mudará seu discurso de ódio a um partido de esquerda, por mais liberal que seja a sua política econômica. Assim, o duelo, como nas eleições, é para resgatar aqueles que, um dia, já votaram no PT. E para isso, repito: diálogo.

É necessário que insista-se na reforma política - a verdadeira, não a do PMDB -, mostrando que ela é a solução para reformas estruturais que o brasileiro tanto exige. Com a "Operação Lava Jato" a pleno vapor, existe melhor momento para deixar claro que o financiamento privado é causa da corrupção?

Mesmo entendendo que manifestações são legítimas e fazem bem à democracia, um ponto mostra-se inquestionável: 54 milhões de votos não podem ser jogados no lixo. Parece que não, mas a maioria dos eleitores brasileiros votou em Dilma Rousseff. Ignorar isso sem base alguma é golpismo, é rememorar diversos exemplos históricos nos quais houve tragédias sem iguais para a democracia. Cito Karl Marx: "A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa". 

Existe uma tecla a ser batida: diálogo, sempre; golpismo sem fundamento, nunca. E para a esquerda: reflexão, auto-crítica, gente nas ruas para defender a democracia e um governo que já fez muito bem para a população de baixa renda.

2 de mar de 2015

CARTA DO LEITOR PARA VERA MAGALHÃES

Vera Magalhães, a jornalista que ouve José Serra para escrever
http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/02/1594843-vera-magalhaes-comecar-de-novo.shtml

A coluna "Começar de novo", de Vera Magalhães, publicada no dia 26/02/2015 na seção "Opinião", mostra-se digna ao dizer que é possível que o PT recomece, porém equivocada quando argumenta que Fernando Haddad perdeu boa parte de seu eleitorado nos últimos meses, como se isso fosse alguma anomalia nunca antes vista. Se pegarmos o primeiro semestre do terceiro ano da gestão de Marta Suplicy e de Gilberto Kassab, veremos números quase iguais a esses. E é sabido que Kassab, por exemplo, foi reeleito - portanto o buraco pode ser menos fundo do que Vera pensa.

Magalhães acerta também ao dizer que o "antipetismo" está virando ódio, porém peca novamente ao argumentar que Lula e companhia "minimizaram" repetidos casos de corrupção ligados ao partido. É desonestidade dizer isso tendo em vista que nunca se roubou tão pouco no Brasil - indico o texto de Ricardo Semler, publicado há alguns meses no mesmo jornal que veicula a coluna.

Recomendo, por fim, cuidado ao dizer que "o próximo dia 15 pode ser uma data funesta para a presidente no maior colégio eleitoral do país". Parece um convite ameaçador. Discussão e debates, sempre. Golpismo sem fundamento, nunca.

Sem mais, Gustavo Altman, 16, estudante do Ensino Médio do Colégio Santa Cruz (São Paulo, SP)

1 de mar de 2015

REFORMA POLÍTICA


"Todos os políticos são corruptos", dizem uns. "É verdade", concordam outros. "São todos farinha do mesmo saco! É escolher entre o sujo e o mal lavado." 

O diálogo acima é frequente e, sem dúvida, está na cabeça da maioria dos brasileiros. E é na tentativa de mudar essa visão das pessoas que surgiu a ideia de uma reforma política. 

Ela pode ser encarada como um desejo de mudança do sistema político brasileiro, que parece desaproximar o povo daqueles que nos representam - criando o senso-comum de que são todos iguais. Mais do que isso, ela pretende diminuir os problemas que vêm junto com o nosso sistema. Mas quais são esses problemas? Como mudá-los? De onde surge a reforma política e como ela pode ser aprovada? Aqui.

(em slides ou vídeo.)

É consenso: a maioria dos políticos defende uma mudança no sistema político brasileiro. No entanto, cada partido defende a "sua" reforma política. A que veremos a seguir é a defendida pelo governo da situação, que percebeu as insatisfações da população após as manifestações do ano passado e resolveu conversar com seus eleitores - sim, isso seria possível, já que seria realizado um plebiscito em que o povo votaria "SIM" ou "NÃO" para essas mudanças, como em uma eleição normal.

Corrupção


É consenso entre especialistas que grande parte da corrupção do Brasil vem de financiamentos privados de campanhas eleitorais. É uma questão complicada dentro dos bastidores, porém simples de entendê-la. O que ocorre é que uma empresa privada de grande porte doa uma certa quantidade de dinheiro para algum partido e esse, quando eleito, como moeda de troca, terá que fornecer benefícios a essas empresas. Isso dá mais força às empresas e menos aos cidadãos. É corrupção. 

Uma ideia para diminui-la seria acabar com esse tipo de financiamento de campanha, fazendo com que apenas pessoas físicas (elas próprias, sem uma empresa por trás) pudessem doar dinheiro para a elaboração da campanha. 

Voto em lista

Pretende aumentar o "poder" dos partidos políticos, fazendo com que os eleitores votem em uma lista fechada elaborada pelo próprio partido e não em candidatos avulsos. Vamos entender o objetivo.

Você deve ter ouvido falar que o Tiririca foi o deputado federal mais votado nas últimas eleições. Isso aconteceu porque o atual sistema político faz com que os candidatos mais votados levem junto com ele um número x de deputados de seu mesmo partido. Assim, os partidos tendem a colocar "charlatões" para disputar cargos eleitorais com o objetivo de agregar mais congressistas para a politica. Com o voto em lista, isso não aconteceria mais.

Coligações


Coligação é quando um partido se junta ao outro, formando uma aliança em que todos os envolvidos representariam uma mesma ideia. A mudança na reforma política seria acabar com isso, fazendo com que os partidos representassem apenas a eles mesmos.


Sabendo das três principais mudanças da reforma política, é necessário agora entender como ela faria para ser aprovada. 

O projeto deve ser montado por um grupo de deputados e depois entregue à Câmara. Lá, seria aprovada ou não a ideia inicial de colocar essas questões para a população decidir através das urnas, votando a respeito de cada mudança sugerida. Uma vez votada, seria levada de volta aos deputados para mais uma aprovação e, depois, para consentimento da presidente da República.