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10 de abr. de 2013

A vitória do grande Casão



Sabe aquela festa na qual você tem certeza que terá acesso restrito a muitas coisas, enfrentará filas, tumulto e confusão - mas tem convicção que no final terá valido a pena?

Pois é... fui conferir o lançamento do livro do Casagrande ontem à noite, na Livraria Cultura da Avenida Paulista.

Como previ anteriormente, havia muita gente e muito tumulto. A fila para pegar o autógrafo era gigantesca e beirava o insuportável esperar ali por, no mínimo, 2 horas.

Passaram-se alguns minutos, descobri a parte dos jornalistas e lá me infiltrei. Sem ser percebido, fiquei ali no cantinho observando e fazendo minhas anotações. Enquanto isso, o ex-jogador assinava seguidos livros em um movimento quase que exaustivo.

Os famosos foram chegando e eu fui me aproximando. Galvão Bueno, Caio Ribeiro, Milton Leite, Leonardo Gaciba e os ex-jogadores Zé Maria, Wladimir e Ataliba foram algumas das estrelas que compareceram ao evento.



Mais para o final da noite de autógrafos, magnífica homenagem à coragem de um ídolo de se expor, sem medo do preconceito, consegui, de quebra, entrevistar um ex-juiz da Fifa e divulguei meu blog para alguns jornalistas como José Trajano (quem sabe ele não está lendo esse texto...).

Ali no meio da confusão, presenciei várias entrevistas - nas quais Casagrande era comparado com Sheik, Pato, etc... Com o detalhe, não custa lembrar, que nenhum deles teve trajetória corajosa como a do Casão, que jogou muita bola, criou a Democracia Corintiana junto com o Sócrates e, recentemente, se afundou nas drogas para renascer numa clínica com o apoio de amigos e da família, caminho que ele agora contou no livro.

Esperei até o final para tentar conversar com a estrela da noite, mas foi impossível. Mesmo assim, só o fato de estar ali presente foi algo muito bacana. De algum modo prestei minha homenagem ao antigo camisa 9 do Corinthians e da seleção, assim como os mais de 2 mil presentes.

Eu e o Guilherme Simões, amigo e companheiro, saímos recompensados da Livraria Cultura. Foi como se aprendêssemos alguma coisa com a bela história de Casagrande.