"NENHUM PASSO PARA TRÁS!"

Os protestos vêm tomando conta do Brasil. Confira minha opinião.

A FALTA DA VOZ

A torcida do São Paulo, em meio ao ruim desempenho da equipe, pede a volta de Muriciy.

A SELEÇÃO QUE PRECISAMOS

Saiba a minha opinião a respeito dos 11 titulares da Seleção Brasileira.

ESTRELA DE CAMPEÃO

A defesa de Victor foi a maior prova de que o Atlético está no caminho certo para o título.

A POESIA DE NEYMAR

Neymar se despediu ontem do Santos para assinar contrato com o Barcelona.

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4 de mai. de 2013

De futebol e marxismo


Se tem alguma coisa que é capaz de acabar com diferenças sociais, étnicas, discernir ideais políticos e jogá-los no lixo, esse é o esporte.

Mais do que isso, ele é o grande responsável pela felicidade de muita gente. Sem ele, muitos perderiam esperança e até a graça de viver. É legítimo: hoje ele está, como sempre esteve, no cotidiano de todo mundo.

A variedade de modalidades é gigante. Temos esportes com bola, com bola pequena, grande, quase que invisível, temos sem ela, com luvas, etc. Portanto, pra você que é admirador, não há do que reclamar. A qualquer momento do dia, é possível sentar e apreciar o que o esporte fornece.

No entanto, existe uma modalidade que se destaca e é prioridade no mundo inteiro: o futebol. Não adianta discutir, elaborar ideias - mesmo que dignas e com bons argumentos - de que existe esporte mais apaixonante do que o jogado com a bola nos pés.

Duvido alguém me apresentar algum esporte em que o equilíbrio seja tão grande, mas tão grande, a ponto de deixar quase iguais as chances nas disputas entre equipes com supostas grandes diferenças técnicas.

O caso do Palmeiras deixa tudo mais explícito: a equipe, mesmo estando na segunda divisão, tem boas chances de passar de fase na Libertadores. Isso tudo ao mesmo tempo que foi eliminado no Paulistão e passa por uma crise, já que não está na elite do futebol brasileiro.

No entanto, ao pensar na trajetória do Verdão na competição, ninguém ousa afirmar que eles não são capazes de seguir adiante; muito pelo contrário: eles possuem inclusive mais chance que Corinthians e São Paulo, ambos pertencentes à primeira divisão.

E qual é a explicação para tudo isso? Não existe. É o futebol.

É o esporte que possibilita o sucesso repentino e o fracasso logo em seguida. As equipes não têm muito tempo para desfrutar de suas glórias, pois depois já estarão concentrados na próxima partida - que pode também ser decisiva.

Hoje, o Corinthians é campeão mundial. Amanhã pode ser eliminado no Paulistão e na quarta seguinte, da Libertadores.

E que os outros esportes sintam inveja, porque só o futebol proporciona coisas como essa.

Isso tudo é pensado em você, torcedor. É para que o seu time, mesmo em má fase, possa se recuperar - e você, voltar a sorrir.

Parabéns futebol, por estar há mais de 100 anos mobilizando o mundo.

E por que escrevi esse texto? Porque amanhã é aniversário do Karl Marx.

O que isso tem a ver? Nada.

Mas o blog é meu, então vez ou outra escrevo algo que muita gente pode achar bobagem, mas não é - como o futebol.

28 de mar. de 2013

Como salvar o Palmeiras?


Não importa se você está na Série B ou não, se está totalmente falido e desestruturado, nada disso conta. Um time grande, com um passado repleto de conquistas e uma torcida apaixonada, não pode ser goleado e humilhado como o Palmeiras foi ontem a noite.

Talvez nem eu nem vocês estejamos entendendo a dimensão do que de fato aconteceu: o Palmeiras foi trucidado e virou saco de pancadas do Mirassol. Com todo respeito, como que isso pode ocorrer com esse tipo de adversário? Que time é esse?

Se fosse eu os dirigentes, mandaria todo mundo que participou dessa tragédia embora. Técnico, jogadores, comissão técnica... todos. O vexame foi histórico. Nunca antes uma equipe considerada grande havia sofrido 6 gols em apenas um tempo contra uma equipe tão modesta.

Certamente não terão coragem de colocar todo mundo na rua, e recomeçar do zero, porque estão tentando construir um planejamento e se reerguer no futebol. Mas se seguir nesse caminho, a jornada palmeirense em 2013 pode se tornar ainda mais devastadora do que foi em 2012, com a queda para a série B.

A situação está tão grave que o palmeirense não possui mais argumento para debater com o seu rival. Depois do que foi visto ontem a noite, com base no que eles vão se defender? Se perderam de 6 a 2 para o Mirassol, o que mais eles podem argumentar?

Admito que estou com pena dos torcedores alviverdes. Estão sofrendo muito e, nessa altura do campeonato, os protestos são válidos - desde que em suas devidas proporções, sem violência, evidentemente. 

Além disso, são taxados frequentemente como "Guarani da Capital", numa referência ao time esmeraldino de Campinas, que foi campeão brasileiro nos anos 70 e hoje anda aos trancos e barrancos - assim como o Pameiras dos anos 2000.

Enfim, a situação alviverde é insustentável. A alteração já era pra ter surgido - mas de fato, nada mudou.

A antiga Academia do Parque Antártica vai de mal a pior. Até quando? O time e sua torcida não merecem. É preciso resgatar uma história vencedora.

19 de fev. de 2013

Um pouco mais de paciência



Domingo ensolarado, Pacaembu lotado, 16h00 no relógio e Dérbi vindo aí. 

Seria uma tarde normal, que abrigaria mais um clássico, dos tantos que por ali já passaram.

Seria normal, sim, se o Palmeiras não estivesse na Série B, e o Corinthians não fosse o atual campeão mundial. Não à toa, a vitória corintiana era dada como certa.

O começo do jogo também não deixava dúvidas: Timão avassalador em campo. Vencia por 1 a 0 antes dos 20 minutos do primeiro tempo e havia perdido mais um bocado de chances.

Mas aconteceu alguma coisa. Erros raramente vistos apareceram na defesa corintiana e o Palmeiras virou a partida.

A equipe alvinegra ainda empatou no fim, com gol de Romarinho - sempre ele - mas o resultado irritou a torcida corintiana.

A grande maioria considerava a vitória como algo que aconteceria na certa - a dúvida era somente quanto ao placar. E nessa onda da certeza da vitória, houve um baque fortíssimo com o empate. Sobrou para a equipe.

Despontou, na internet, na televisão e nos jornais, uma saraivada de críticas contra a atuação e a equipe de modo geral em 2013. Sobrou até para o Tite, que foi cobrado por mudanças no time titular. Acredito que não é por aí. Essa equipe que hoje joga o Paulistão foi CAMPEÃ DO MUNDO, e faz menos de dois meses!

Os jogadores e o treinador têm créditos de sobra - e talvez seja por isso que Tite ainda mantenha alguns jogadores como titulares, mesmo que com outros voando. E não está errado, não!

É muito complicado sair de um campeonato com a grandeza do Mundial para jogar o Campeonato Paulista. É claro que contra o Palmeiras, por exemplo, vai haver quase sempre a mesma motivação. Mas aconteceu. O Corinthians levou gols bobos e perdeu dois pontos. Acontece.



E dizem que, por estar lá em cima, o tombo é ainda maior. Mas é aí que eu fico irritado: não houve tombo. Não há motivo algum para tamanha reclamação e tamanha exigência por "trocas no time titular". Esse time que hoje empatou com o Palmeiras é o mesmo que venceu o Chelsea.

Assim como toda equipe de futebol, não teve um bom dia. Aliás, jogou bem, foi superior durante boa parte do jogo, mas não triunfou. É perfeitamente normal.

Não pode voltar a acontecer, isso é fato. Mas será que está na hora de fazerem tantas críticas? Entendo que é necessário uma "bronca", mas os corinthianos não confiam na equipe que tem? Não acreditam em Tite, nos onze titulares que os representaram no Japão? Acham mesmo que é a hora de mudanças na equipe?

Entendo a cobrança por Pato (que bela matada de bola no gol do Romarinho) e Renato Augusto na equipe titular. Quando entram, jogam bem, é verdade. Mas pode reparar: quanto tempo esses que jogam hoje em dia no time titular esperaram para de fato iniciarem a maioria das partidas?

O Tite está seguindo a linha de sucesso que garantiu dois títulos ao Corinthians em 2012 e está fazendo certo. O que aconteceu domingo foi um empate contra uma equipe aguerrida e com vontade transbordando. Se a crítica já é tão grande sem ter perdido, imagina quando forem de fato derrotados... paciência, Fiel Torcida!

9 de fev. de 2013

Pequeno?



"Para time pequeno meu filho não vai".

Foi com essa declaração que Mauro Martins, pai do atacante boliviano Marcelo Moreno, encerrou sua participação na Rádio Bradesco Esportes FM. Ele se referia ao Palmeiras, que tinha acabado de iniciar uma negociação envolvendo uma troca de jogadores do Grêmio e do time alviverde. A transferência culminaria na ida do atacante para a equipe paulista. Os protestos nas mídias sociais contra essa afirmação se deram em  alta escala e a revolta foi geral.

Hoje em dia, porém, não é nenhum absurdo que haja esse tipo de discussão em torno da "grandeza" do clube. O Palmeiras perdeu, e não é de hoje, uma parcela muito grande de sua credibilidade. A fórmula do fracasso foi simples: diretoria desorganizada e sem capacidade, pouquíssimo dinheiro em caixa e a mais recente queda à Série B - a segunda nos últimos 10 anos. Mais do que isso, os fatos foram se desencadeando. Explico.

O presidente Arnaldo Tirone foi o sucessor de Luiz Gonzaga Belluzzo na presidência da equipe alviverde. Ele assumiu o cargo em 2011, e levou consigo a responsabilidade de comandar uma associação tão importante tal qual a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Fracassou.

O Palmeiras já não estava na melhor das épocas, tendo em vista que ganhara apenas um título nos últimos 10 anos; no entanto, Tirone deu a impressão de que ainda havia algo que podia piorar. E como havia...

Essa direção desorganizada comandada pelo agora ex-presidente se mostrou muito frágil e incapaz de lidar com a situação palmeirense. Como consequência, viram o dinheiro se esvair . Chegou, enfim, a um ponto extremo: o Palmeiras sofre atualmente para conseguir contratar jogadores - tantos em termos financeiros, quanto na vontade dos jogadores em vestirem essa camisa, como retratou o próprio Marcelo Moreno.

A diretoria não qualificada somada a falta de dinheiro no caixa culminaram na inevitável queda para a Série B do Campeonato Brasileiro, no ano passado.

E agora a corrida é contra o tempo. O Palmeiras tem que juntar os cacos, e em 2013 pensar apenas em subir para a Série A. O foco deve ser IMPRETERIVELMENTE esse. O elenco é limitadíssimo, já que não conseguem contratar. Portanto não há que se pensar em Libertadores. O que vier, é lucro.

Camisa esse time tem, e de sobra. História também - eles foram os "campeões do século", como adoram se auto denominar. Possuem uma torcida que eu respeito muito e que não merece estar passando por isso.

Portanto, espero do fundo do meu coração que o Palmeiras volte a ser o que era antes. O meu pensamento é em prol de nosso país, que teria uma grande perda se a equipe passasse ao patamar de "clube pequeno". E olha que tem gente que acha que já passou.



OBS: A troca envolve Barcos e mais 5 jogadores do Grêmio. A informação do momento é de que o atacante argentino já está vendido ao clube gaúcho.