"NENHUM PASSO PARA TRÁS!"

Os protestos vêm tomando conta do Brasil. Confira minha opinião.

A FALTA DA VOZ

A torcida do São Paulo, em meio ao ruim desempenho da equipe, pede a volta de Muriciy.

A SELEÇÃO QUE PRECISAMOS

Saiba a minha opinião a respeito dos 11 titulares da Seleção Brasileira.

ESTRELA DE CAMPEÃO

A defesa de Victor foi a maior prova de que o Atlético está no caminho certo para o título.

A POESIA DE NEYMAR

Neymar se despediu ontem do Santos para assinar contrato com o Barcelona.

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31 de mai. de 2013

Estrela de campeão


(leia imaginando que um narrador de rádio é quem está proferindo as seguintes frases)

"Quarenta e seis do segundo tempo.

O Galo vai se garantindo na semi-final da Libertadores. O Atlético-Mineiro vai poder, enfim, soltar o grito que está entalado lá dentro. O jogo foi tenso, acirrado, mas a equipe mineira arrancou o empate que já é suficiente para a classificação.

Mas ainda faltam dois minutos. Bola enfiada na área... opa, peraí! O juiz assinala pênalti em cima do jogador do Tijuana! O zagueiro atropelou seu adversário! Não há nem margem para discussão: a falta foi claríssima!! PÊNALTI DECISIVO PARA O TIJUANA!!

A torcida se cala no Estádio Independência... a eliminação está muito, mas muito, próxima! Basta para a equipe mexicana converter o penal que ela se garante nas semi-finais. O desespero toma conta dos 20 mil presentes.

Riascos contra Victor; Victor contra Riascos. O juiz apitou. Partiu para a bola o atacante, chutou... "

O resto da história vocês já sabem.

Parabéns, Atlético, pela bonita hístória que vai se desenhando durante a Libertadores de 2013. O time, assim como o Corinthians em 2012, possui estrela.

Depois do que aconteceu ontem, o título dificilmente sairá de suas mãos. Podem ir se preparando: daqui alguns meses o grito de campeão será ecoado.

16 de mai. de 2013

Nunca serão!



O Corinthians cresceu, amadureceu. Hoje é referência em diversos aspectos, tanto dentro quanto fora de campo. Mas nessa infeliz noite, foi eliminado. Mesmo assim, não foi nada capaz de mudar seu desenvolvimento. O Timão está em uma crescente, está mudado.

Já a torcida não. Essa continua a mesmíssima de sempre.

Aos 48 do segundo tempo, o jogo teve seu fim e a torcida viu a eliminação ser concretizada. O que se esperar de uma equipe comum? Barbada: vaias, xingamentos, ameaças, etc...

Agora repense sua pergunta: o que se esperar da torcida do Corinthians?

Isso chega até a ser óbvio... esqueceram que nessa República a coisa é diferente. Os que deviam estar chorando, cantaram. Aqueles que em tese estariam exigindo providências, aplaudiram.

A festa foi igualmente proporcional nas vitórias costumeiras do ano passado e nessa derrota de 2013. Pra quem não sabia o que estava acontecendo no Paulo Machado de Carvalho, era plausível imaginar que a equipe tinha sido campeã.

E, na realidade, a Fiel não fez mais do que justificar seu nome e acompanhou o time. Como sempre ocorreu, eles caíram juntos, foram eliminados, ganharam títulos e, hoje, perderam juntos.


Acontece que essa torcida é fora do normal. É rara, é única, é especial. 

Não gostaria de privar somente alguns leitores do blog, mas isso se torna necessário nessa ocasião: só quem é Corinthians sabe o sentimento de torcer enlouquecidamente por algum time.

Os erros de arbitragem? Apesar de terem influenciado o placar, pouco importam. A festa que o bando de loucos fez ontem é pra fazer com que os rivais repensem suas atitudes como torcedor.

Mas por mais que tentem e até se aproximem dessa fanática torcida, o meu recado é um só: nunca, jamais serão!

10 de mai. de 2013

Pelo bem do futebol brasileiro


Já vim aqui criticar o São Paulo em alguns posts.

Hoje seria o dia de mais uma crítica, essa a maior de todas.

Mas não.

Dessa vez, prefiro reverenciar e elogiar a equipe do Atlético Mineiro, que está dando show na Libertadores.

Provavelmente tem o futebol mais bonito do Brasil e, sem sombra de duvida, o mais ofensivo. É uma equipe MUITO veloz e extremamente difícil de ser vencida.

É fato que o Corinthians é o campeão mundial, mas os demais rivais estão no momento de tentativa de equiparar o futebol dos mineiros. Hoje em dia, é a equipe a ser batida.

Mas para que tudo se concretize, o Galo tem que ultrapassar o maior dos adversários: ele próprio.

Em primeiro lugar, os atleticanos não podem cair na soberba - o que seria normal depois de uma goleada como o 4 x 1 de quarta-feira passada. Fora isso, ainda têm que vencer a fama de "amarelões".

O primeiro passo já foi dado, e com louvor. Resta saber se haverá continuidade no trabalho e se eles não se perderão no meio do caminho.

Quem sabe, com o exemplo do Atlético, resgatamos o futebol arte na seleção brasileira. Se essa equipe for vencedora de títulos, deixará mais claro que o melhor futebol sempre prevalece.

Portanto, a torcida de qualquer brasileiro - que não o seu clube, obviamente -, deveria ser pelo time comandado por Cuca. Por um futebol mais bonito, mais ofensivo, mais brasileiro, Atlético campeão! E sem medo de ser feliz!

18 de abr. de 2013

O mata-mata é outro campeonato


Foi bacana, foi importante, foi animador. Parabenizo o São Paulo e acho que um time dessa grandeza tinha mesmo que se classificar - e mostrou isso na partida de ontem.

Penso ainda que o tricampeão da Libertadores eliminará o Atlético Mineiro nas oitavas e causará problemas para as equipes rivais durante a competição.

Mas são-paulino, que você me perdoe; embora tenha sido uma bonita partida e um dos jogos mais importantes dos últimos tempos devido as circunstâncias, foi APENAS uma classificação. Na realidade, não passava de uma obrigação.

O fato de ter se classificado em último das 16 equipes que passaram de fase é algo de se preocupar, e não comemorar. A maioria das equipes brasileiras havia se classificado algumas rodadas antes e a equipe tricolor passou apuros em um grupo, diga-se de passagem, muito fácil.

Agora é hora de sentar e analisar o que aconteceu de errado. Afinal não é normal uma equipe repleta de craques beirar a eliminação. 

Mas volto a dizer: o mata-mata é outro campeonato. Uma coisa é você sofrer perigo na fase de grupos; e outra, totalmente diferente, é disputar as oitavas, quartas, etc...

A partir daí enfim será a hora do São Paulo mostrar para que de fato veio. Como bem resume o ditado, "serão separados os homens dos meninos".

E ao falar dessa equipe na Libertadores, todos concordamos que ele apresenta um gigantesco perigo... se cuide, Atlético!

17 de abr. de 2013

A longa noite tricolor


São Paulo,

chegou o dia... e o recado é claro:

O que fará a diferença hoje é a vontade. A equipe tricolor pode, sim, ser inferior tecnicamente ao Atlético Mineiro. Mas quando a garra sobrenatural entra em campo, as "desigualdades" deixam de existir.

Torcedores,

orem, façam mandinga, acreditem na superstição e mais importante: não deixem de apoiar. Hoje talvez seja o jogo mais importante dos últimos tempos.

Jogadores,

incorporem o jeito Corinthians de não desistir; encarnem a tradição que o Palmeiras possui; tragam junto a si a ousadia do Santos.

Na realidade, é simples: sejam São Paulo. O resto é consequência.

11 de abr. de 2013

A arte de torcer


Torcida de verdade só quem frequenta estádio sabe como é.

Nem todo jogo ela lotará a arquibancada. No entanto, quando encher, apoiará.

Ela vai protestar quando for necessário, no caso de derrotas. Mas, no jogo seguinte, vai incentivar os 90 minutos, unidos à imensa vontade de seus jogadores dentro de campo.

A equipe pode estar em precárias condições, mas ela vai acreditar, até o final.

Ela ainda vai se iludir ao dizer que a equipe pode ser campeã; no fundo, ela sabe que as chances são mínimas. Mas esse é o papel de um torcedor de verdade.

Ele é aquele que vai ao estádio e se difere do que assiste no sofá. Ambos são torcedores legítimos, sem dúvida, mas a atmosfera é outra.

Ao redor do estádio, você sente o que está acontecendo. É a emoção que só o futebol proporciona e só o torcedor que está lá reconhece.

Quem é torcedor de frequentar os campos sabe do que se trata, é uma sensação indizível. Não preciso explicar com detalhes de quem (e do que) estou falando - eles têm plena noção.

A festa hoje foi sensacional, brilhante como uma esmeralda, feliz como toda liberdade - e para bons entendedores, meia palavra basta. Parabéns!

8 de abr. de 2013

100% de chances de você ler esse texto


No Brasileirão de 2009, o Fluminense, lá pela 30° rodada, estava com 99% de chances de ser rebaixado para a segunda divisão. A probabilidade foi estabelecida pelo matemático Tristão Garcia, famoso por estabelecer medidas muitas vezes precisas - mas que, evidentemente, convive também com os erros.

Vou usar e abusar do clichê, mas nesse texto ele vai se encaixar perfeitamente: "o futebol é uma caixinha de surpresas". Absolutamente tudo (claro, em suas devidas proporções futebolísticas) pode acontecer. Se entre seis chances de se concretizar existe apenas uma, convém imaginar que há alguma possibilidade de ela acontecer.

Naquele ano, o Fluminense contrariou expectativas, previsões, macumbas e tudo o que tinha direito e se manteve na elite do futebol brasileiro.

Quatro ano depois, o São Paulo enfrenta, na próxima quarta-feira, o Atlético Mineiro em busca da quebra de prognósticos que afirmam que a equipe tricolor já está eliminada. Segundo o mesmo matemático citado acima, dos três times que ainda disputavam a última vaga, a equipe paulista é a que possuí menor chance - assim como o Fluminense era a equipe menos cotada entre os quatro últimos para permanecer na Série A.

Ou seja, as tão faladas e estudadas previsões matemáticas no futebol não significam absolutamente nada. Representam, sim, o quanto a equipe tem de chance de passar de fase... mas volto a repetir: o futebol é uma caixinha de surpresas...

Eu, assim como o Tristão Garcia, acredito que o São Paulo possua de fato poucas chances de se classificar; mas não pelos números e, sim, pelo baixo rendimento apresentando durante a competição. Todos falaremos, discutiremos e apontaremos nossa tese que justificam o motivo dessa maior chance de eliminação.

No entanto, para os são-paulinos, pouco importa o que qualquer matemático diz a respeito. Se existe uma última esperança, ela será alimentada e acreditada, até o final. E aí entra tudo a favor - orações, superstições, até mesmo o futebol. 

Tudo com dois objetivos principais: ver sua equipe classificada e fazer com que os matemáticos deixem suas teorias fora do futebol - afinal, dentro de campo, o que importa é apenas jogar.

15 de mar. de 2013

Habemus Libertadoris


Comecei a competição dizendo que essa Libertadores seria moleza. Ousei ao afirmar que todos os brasileiros passariam com facilidade, e que a disputa seria quase um Brasil x Brasil.

Errei. Esqueci que o torneio em questão era a própria Libertadores da América. Ali mesmo os mais fracos são pedreiras. Você tem que entrar ligado com qualquer que seja o adversário - mesmo contra uma equipe que foi goleada por outra brasileira dentro de casa.

Esse foi o caso do São Paulo nesta quinta-feira à noite. A equipe já havia empatado a primeira partida contra o Arsenal de Sarandí - que levou um 5 a 2 dentro de casa do Atlético Mineiro - e precisava da vitória. Perdeu, e agora corre sério riscos de ser eliminado. Para uma equipe que entrou favorita, é no mínimo decepcionante.


Um dia antes, o Corinthians enfim estreava na Libertadores com a força de atual campeão. Os três primeiros jogos podem até ser desconsiderados - pela morte do Kevin, pela altíssima altitude e, por fim, pela grama sintética. Nada que justificasse, no entanto. Isso aí é Libertadores.

Agora, portanto, começou para valer. Brasileiros correm riscos de serem eliminados, contrariando a minha tese. É como se estivéssemos em um conclave, à espera de um papa que tornasse as coisas mais claras. Agora sim, Habemus Libertadoris!

16 de fev. de 2013

A estrela do Grêmio ainda não brilhou


No papel, brilhante. Em campo, porém, a história sempre é outra.

O Grêmio veio para a estreia na Libertadores, na quarta passada, com o time titular repleto de estrelas. Entre elas, Vargas, Barcos, André Santos, Zé Roberto, etc.

Mas foi surpreendido pelo fraco Huachipato, do Chile. Fruto da falta de entrosamento e de erros durante a partida; alguns ainda apontam "estrelismo" por parte dos recém-chegados. Exagero.

Foi só o primeiro jogo e a equipe do Rio Grande do Sul ainda têm uma longa jornada. Verdade que a derrota prejudica as ambições do Grêmio na fase de grupos, tendo em vista que o próximo adversário é o Fluminense, mas nada demais. Basta devolver a derrota quando forem jogar fora de casa.

O trabalho de Luxemburgo, no entanto, será árduo. Não são jogadores consagrados mundialmente, mas são estrelas. E com esse tipo de atleta, sempre é difícil lidar.

O tempo dirá o que de fato vai acontecer. Por ora, as estrelas ainda são meros coadjuvantes.

13 de fev. de 2013

É tudo nosso!



Que me perdoem argentinos, mexicanos, bolivianos, venezuelanos,etc: em 2013, na Libertadores, os brasileiros são franco-favoritos. E de longe!

Nessa edição não vai ter a tal da história de jogar na altitude ou de enfrentar a "marra" dos argentinos. Vai prejudicar, vai irritar, mas esse ano é nosso. Do Brasil.

Temos cinco times - Corinthians, São Paulo, Fluminense, Grêmio e Atlético Mineiro - que estão mais que capacitados para levar o título; completa a lista o Palmeiras que, por toda sua tradição e apesar da crise pela qual passa, não pode ser considerado carta fora do baralho.

Todos jogarão em grupos com amplas possibilidades de passar para fase de mata-mata - alguns com mais dificuldades, outros nem tanta. Os seis representantes brasileiros ainda mantiveram a sua base e se reforçaram; a única perda significativa foi a de Lucas, ex-São Paulo, para o PSG.

E com essas base mantidas e reforçadas, veremos nessa Libertadores uma disputa que será quase um Brasil x Brasil. Minha aposta é essa.

Acredito e confio mais do que nunca nos clubes que estão representando nossa nação. É algo arriscado de se dizer, mas acho que desbancaremos TODOS os gringos e a finalíssima será entre clubes brasileiros. Que teremos um na final, não tenho a menor dúvida. Estávamos presentes nas últimas 8 decisões e esse ano não vai ser diferente.

Portanto, meu conselho para os latino-americanos dessa edição é pontual: partam para outra. Nessa edição, é tudo nosso!