"NENHUM PASSO PARA TRÁS!"

Os protestos vêm tomando conta do Brasil. Confira minha opinião.

A FALTA DA VOZ

A torcida do São Paulo, em meio ao ruim desempenho da equipe, pede a volta de Muriciy.

A SELEÇÃO QUE PRECISAMOS

Saiba a minha opinião a respeito dos 11 titulares da Seleção Brasileira.

ESTRELA DE CAMPEÃO

A defesa de Victor foi a maior prova de que o Atlético está no caminho certo para o título.

A POESIA DE NEYMAR

Neymar se despediu ontem do Santos para assinar contrato com o Barcelona.

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26 de mai. de 2013

A poesia de Neymar


Foi muito bom enquanto durou.

E, graças a você, Neymar, muita coisa mudou: os dribles tomaram conta do Brasil, como no passado, quando tínhamos Garrincha; a alegria em um time de futebol foi resgatada, como Ronaldinho fizera mais cedo; voltamos, depois de tantas tentativas frustradas, a assistir um grande craque, tal qual foi Pelé, jogando em nosso país.

E mais do que isso, você foi o responsável por muita diversão e muitos sorrisos no rosto de qualquer amante do futebol. No entanto, você foi, ao mesmo tempo, o cara que causou ódio e inveja em tantos outros.

Mas essa inveja não foi por pouca coisa, não. Ela foi gerada porque queriam te ver no seu clube. Como sofriam em suas mãos, tentavam diminuir suas qualidades, raras e invejáveis.

Criticaram, colocaram defeitos - que de fato existiam -, mas, no fundo, só queriam ter você ao lado.

Hoje você saiu. E amanhã, todas essas críticas irão embora. Você será, enfim, reverenciado e aplaudido como sempre mereceu. Dessa vez, não só pela torcida do Santos, mas por todo o Brasil.

Hoje, Neymar, você partirá imaturo. Mas voltará com outra cabeça.

Sairá feliz. Retornará extasiado, cheio de histórias pra contar.

Fará falta. Mas ficaremos feliz por, enfim, poder torcer, declaradamente, pelo seu futebol.

E se por acaso você parar pra pensar nisso, lembre-se: sua decisão foi acertada.

Vá, Neymar! Mas, por favor, volte, como você mesmo escreveu emocionado no espelho do vestiário na Vila Belmiro. Volte, e, dessa vez, melhor do mundo. Lembrando o que escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade, craque das palavras, "vai, Neymar, ser gauche na vida".

24 de abr. de 2013

Nova era


Fiquei pensando por um tempo em alguma justificativa para vir aqui e explicar o motivo dessas históricas goleadas sofridas pelo Barça e pelo Real.

Supus uma possível falta de adversários fortes para que as equipes fossem testadas, possíveis problemas de elenco, a má fase de determinados atletas, o fato de terem jogado fora de casa, erros de arbitragem, dentre outros fatores. Tudo em vão.

O fato é que as equipes alemãs - sobretudo essas duas semi-finalistas - ultrapassaram as espanholas.

Barcelona e Real Madrid possuem, certamente, muito mais dinheiro e infra-estrutura do que Bayern e Borussia. Aí entra o ponto que citei em um de meus textos de umas semanas atrás: isso não é tudo.

É certo que as equipes alemãs possuem muito mais dinheiro do que muitas de suas rivais, mas não é por isso que estão brilhando. Ambas são MUITO organizadas, possuem um bom treinador, estudioso, e, aparentemente, não apresentam problemas com as estrelas.

O Real muito possivelmente deve ter briga de egos. Afinal, não é em qualquer elenco que se tem Kaká no banco de reservas, por exemplo.

Lewandovski, o autor dos 4 gols alemães na partida de hoje, vale cerca de 6 milhões de euros. Para situar vocês, o Wesley, que agora está no Palmeiras, vale 8 milhões. Em suma: será que dinheiro é tudo isso? Resolve absolutamente tudo? Não - nem no mundo fora do futebol.

Muito possivelmente Wembley receberá, em maio, duas equipes alemãs para disputar a final. Não veremos, portanto, o tão sonhado clássico espanhol na finalíssima.

A Champions League, as TVs, todos perderão dinheiro com isso. No entanto, terão de se adaptar a esse novo cenário. Outras equipes que não Barcelona estão crescendo e isso não é de hoje. Os merengues e os catalães não são mais as equipes a serem batidas. Por ora, o melhor futebol do mundo é o alemão.

Mesmo que uma das equipes virem o placar - o que é bem difícil -, é fato que estamos no início de uma nova era - e que, a princípio, promete dominar a Europa por um bom tempo...

20 de fev. de 2013

Eficiência


Não existe equipe no mundo que, quando se depara com um time organizado e eficiente no ataque, sairá vencedor facilmente. Nem que seja o tão falado Barcelona.

A prova que isso ocorre de fato aconteceu hoje a tarde. O Milan deu um show tático, tanto defensivamente quanto em aproveitamento na frente. Em uma das poucas oportunidades, fez dois gols e liquidou a partida. Simples assim.

Dessa maneira, o Barcelona corre sérios riscos de ser eliminado nas oitavas de final.

O futebol, no entanto, é o mesmo de sempre. Muita posse de bola, toques rápidos e excelente movimentação. Mas acontece que, agora, as equipes desenvolveram uma fórmula anti-Barcelona.

A saída de Pep Guardiola não fez com que mudasse o estilo de jogo - mas as tão frequentes vitórias parecem não aparecer mais facilmente.

E a equipe que é considerada por muitos a melhor do mundo, está enfim sendo ultrapassada pelos demais. Se não ultrapassada, igualada em termos de resultado.

O encanto do futebol-arte continua, mas a eficiência não é mais a mesma. Resta desenvolver outro tipo de jogo - afinal, de uns anos pra cá, virou um modelo um tanto quanto ultrapassado.

11 de fev. de 2013

Na mesma

Sou daqueles que pensam que o futebol brasileiro tem o mesmo nível que o europeu. Existem, no entanto, diferenças de finanças e administração por parte de alguns clubes - e são gritantes.

Porém quando o assunto tratado é o futebol jogado, aquele no campo, afirmo com muita segurança que estamos na mesma.

Não à toa, o atual campeão mundial é brasileiro. Das últimas quatro disputas intercontinentais, vencemos três. Não vejo motivo algum para tamanho favoritismo de um clube europeu em disputas como essa.

Mesmo que em fim de carreira ou má fase, jogadores renomados estão vindo para o Brasil. São os casos de Ronaldinho Gaúcho, Seedorf, Forlán, Alexandre Pato, dentre outros que aqui estiveram durante os últimos anos.


No entanto, os nascidos no Velho Continente e a grande maioria de nossa população ainda age como se fôssemos realmente menores que eles.

Esquecem que a terra onde julgam existir um campeonato sem importância é a mesma que diversos jogadores penta-campeões mundiais nasceram.

Não se lembram ainda que toda essa safra brasileira que hoje joga no exterior um dia disputou o Brasileirão. Infelizmente os perdemos justamente em decorrência das imensas diferenças econômicas entre o Brasil e a Europa. A maioria dos jogadores vai para o futebol europeu em busca de salários. É legítimo.


Mas volto a afirmar que, de modo geral,  o futebol não pode ser traduzido apenas por cifras milionárias. Digo mais: equivale a cerca de um décimo do que ele realmente é.

O resto, é bola. Diretoria, patrocinadores, nada está envolvido. Ali dentro o que importa é jogar. E nisso, somos craques. Seja clube brasileiro ou seleção, na maioria das vezes entramos em campo com as mesmas chances. Ou você acha que o Brasil é a terra do futebol à toa?