"NENHUM PASSO PARA TRÁS!"

Os protestos vêm tomando conta do Brasil. Confira minha opinião.

A FALTA DA VOZ

A torcida do São Paulo, em meio ao ruim desempenho da equipe, pede a volta de Muriciy.

A SELEÇÃO QUE PRECISAMOS

Saiba a minha opinião a respeito dos 11 titulares da Seleção Brasileira.

ESTRELA DE CAMPEÃO

A defesa de Victor foi a maior prova de que o Atlético está no caminho certo para o título.

A POESIA DE NEYMAR

Neymar se despediu ontem do Santos para assinar contrato com o Barcelona.

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8 de jun. de 2013

A falta da voz


Qualquer manifestação contra alguma coisa é válida. Vivemos em um país livre e democrático, portanto qualquer rebeldia, desde que civilizada, é permitida.

Quarta-feira o São Paulo recebeu o Goiás no Morumbi e saiu derrotado por 1 a 0. A torcida chiou, reclamou, e pediu a volta de Muricy no comando são-paulino.

Concordo com as críticas, já que o ano de 2013 para a equipe tricolor tem sido péssimo. Duas eliminações, pouco futebol e vitórias convincentes contadas no dedo.

No entanto, não acho justa, de maneira alguma, a reclamação por parte dos torcedores são-paulinos. A partir do momento que existe uma reivindicação, pressupõe-se que a torcida está fazendo sua parte. Mas todos sabemos que não está.

O público no Morumbi, nas duas primeiras partidas do Brasileirão, foi de cerca de 8 mil pessoas. Pra quem tanto argumenta e esbraveja, a média é muito pequena. Se reclamam, têm que mostrar que eles estão cumprindo suas responsabilidades - diferentemente dos jogadores, porque estes sim, ao menos tem mostrado dedicação.

O papel do jogador é jogar. Do torcedor, torcer. Será que a torcida são-paulina está na condição de fazer alguma crítica? Acho que não.

10 de mai. de 2013

Pelo bem do futebol brasileiro


Já vim aqui criticar o São Paulo em alguns posts.

Hoje seria o dia de mais uma crítica, essa a maior de todas.

Mas não.

Dessa vez, prefiro reverenciar e elogiar a equipe do Atlético Mineiro, que está dando show na Libertadores.

Provavelmente tem o futebol mais bonito do Brasil e, sem sombra de duvida, o mais ofensivo. É uma equipe MUITO veloz e extremamente difícil de ser vencida.

É fato que o Corinthians é o campeão mundial, mas os demais rivais estão no momento de tentativa de equiparar o futebol dos mineiros. Hoje em dia, é a equipe a ser batida.

Mas para que tudo se concretize, o Galo tem que ultrapassar o maior dos adversários: ele próprio.

Em primeiro lugar, os atleticanos não podem cair na soberba - o que seria normal depois de uma goleada como o 4 x 1 de quarta-feira passada. Fora isso, ainda têm que vencer a fama de "amarelões".

O primeiro passo já foi dado, e com louvor. Resta saber se haverá continuidade no trabalho e se eles não se perderão no meio do caminho.

Quem sabe, com o exemplo do Atlético, resgatamos o futebol arte na seleção brasileira. Se essa equipe for vencedora de títulos, deixará mais claro que o melhor futebol sempre prevalece.

Portanto, a torcida de qualquer brasileiro - que não o seu clube, obviamente -, deveria ser pelo time comandado por Cuca. Por um futebol mais bonito, mais ofensivo, mais brasileiro, Atlético campeão! E sem medo de ser feliz!

6 de mai. de 2013

Novos ares para o São Paulo


Eu sei que vai parecer parcial, vai ter gente que não vai gostar, vai chiar, mas tudo bem. Depois eu assumo as consequências.

Existem dois personagens no mundo do futebol dos quais tenho pouca simpatia. Torço contra sempre, me irritam, e faço questão de que percam. Pode ser maldade, mas não vou ser hipócrita e dizer que não penso dessa maneira.

Os dois são do São Paulo - por isso o motivo de pensarem na parcialidade. Mas sem pudores, vou dizer: são eles o Rogério Ceni e o Luis Fabiano.

Há que se respeitar a trajetória do goleiro no São Paulo. Não é qualquer um que fica tantos anos na equipe, e isso todos têm que admirar. No entanto, me desagrada a forma que ele se porta dentro e fora de campo.

Se tem uma brecha, ele reclama. Faz escândalo e, se erra, não admite a derrota. Pensa ser melhor do que seus companheiros de campo, causa intrigas com o técnico, quer escalar o time. Posso, sim, estar julgando errado, mas, em outras palavras, penso que ele é muito metido.

Seu companheiro Luis Fabiano não fica atrás. Reclama muito, joga sujo, fora o fato de sumir em partidas importantes - mas no contexto em que digo tudo isso, não é muito correto citar esse tópico.

Ontem o primeiro se adiantou na cobrança de pênalti e o segundo perdeu o penal. Não entendi a adiantada muito exagerada do Ceni, mas acontece. Normal.

Mesmo assim, me incomodou muito - novamente -, a ironia dos dois após o final da partida. Ambos saíram para reclamar com o juiz, como de costume, em represália ao seu trabalho. Por que ao invés de xingarem, Ceni não defendeu o pênalti de forma legal e Luis Fabiano não converteu o seu?

Antes de mais nada, está na hora do São Paulo rever seu contrato com o atacante. Ele pouco produz e de importante na história do clube, não tem nada. Se ganhou, não teve nenhuma participação muito importante na trajetória - função para qual ele foi contratado.

Quanto ao Ceni, aposentadoria já seria uma boa. Não pelos motivos citados acima, mas penso que um cargo na diretoria lhe caberia melhor. Se referindo ao time como "vocês" e não como "nós", não é isso que ele tanto quer?

O São Paulo precisa respirar novos ares. Os dois citados acima fazem, sim, parte da história são-paulina. Mas por que não começar outra, de uma forma diferente e com pessoas um pouco mais dignas quanto ao comportamento?

4 de mai. de 2013

De futebol e marxismo


Se tem alguma coisa que é capaz de acabar com diferenças sociais, étnicas, discernir ideais políticos e jogá-los no lixo, esse é o esporte.

Mais do que isso, ele é o grande responsável pela felicidade de muita gente. Sem ele, muitos perderiam esperança e até a graça de viver. É legítimo: hoje ele está, como sempre esteve, no cotidiano de todo mundo.

A variedade de modalidades é gigante. Temos esportes com bola, com bola pequena, grande, quase que invisível, temos sem ela, com luvas, etc. Portanto, pra você que é admirador, não há do que reclamar. A qualquer momento do dia, é possível sentar e apreciar o que o esporte fornece.

No entanto, existe uma modalidade que se destaca e é prioridade no mundo inteiro: o futebol. Não adianta discutir, elaborar ideias - mesmo que dignas e com bons argumentos - de que existe esporte mais apaixonante do que o jogado com a bola nos pés.

Duvido alguém me apresentar algum esporte em que o equilíbrio seja tão grande, mas tão grande, a ponto de deixar quase iguais as chances nas disputas entre equipes com supostas grandes diferenças técnicas.

O caso do Palmeiras deixa tudo mais explícito: a equipe, mesmo estando na segunda divisão, tem boas chances de passar de fase na Libertadores. Isso tudo ao mesmo tempo que foi eliminado no Paulistão e passa por uma crise, já que não está na elite do futebol brasileiro.

No entanto, ao pensar na trajetória do Verdão na competição, ninguém ousa afirmar que eles não são capazes de seguir adiante; muito pelo contrário: eles possuem inclusive mais chance que Corinthians e São Paulo, ambos pertencentes à primeira divisão.

E qual é a explicação para tudo isso? Não existe. É o futebol.

É o esporte que possibilita o sucesso repentino e o fracasso logo em seguida. As equipes não têm muito tempo para desfrutar de suas glórias, pois depois já estarão concentrados na próxima partida - que pode também ser decisiva.

Hoje, o Corinthians é campeão mundial. Amanhã pode ser eliminado no Paulistão e na quarta seguinte, da Libertadores.

E que os outros esportes sintam inveja, porque só o futebol proporciona coisas como essa.

Isso tudo é pensado em você, torcedor. É para que o seu time, mesmo em má fase, possa se recuperar - e você, voltar a sorrir.

Parabéns futebol, por estar há mais de 100 anos mobilizando o mundo.

E por que escrevi esse texto? Porque amanhã é aniversário do Karl Marx.

O que isso tem a ver? Nada.

Mas o blog é meu, então vez ou outra escrevo algo que muita gente pode achar bobagem, mas não é - como o futebol.

29 de abr. de 2013

O segredo do sucesso



Muitos dizem não entender a real fórmula do atual sucesso do Corinthians. Pois deveria ser de conhecimento geral que ele nasceu do sucesso de dois personagens: a Diretoria de Marketing e o Ronaldo Fenômeno.

Embora muitos achem que não, o próprio fato de ter caído para a segunda divisão já impulsionou a equipe. A partir dali, mantras como "Nunca vou te abandonar", a camisa roxa, dentre outras ações, foram determinantes para o sucesso da equipe.

Alguns anos depois da queda e da aplicação dos itens citados acima, Ronaldo chegou ao Corinthians. Consideraram apenas uma ação de marketing - e de fato a ideia foi essa - mas ele mostrou ser mais do que isso.

No entanto, a equipe cresceu muito em termos de visibilidade e mais jogadores passaram a querer vestir a camisa do Timão. A partir daí, o restante do percurso já virou história: o Corinthians se tornou campeão mundial.

Onde quero chegar com tudo isso? Simples.

O marketing é, hoje em dia, fundamental para o sucesso de qualquer equipe. Vide o exemplo do Santos: não tenho dúvida de que, quando chegar o momento do Neymar deixar o Brasil, a equipe alvinegra certamente sofrerá um bocado.

O contexto em que digo tudo isso toma forma na equipe do São Paulo. Ontem o time tricolor deu um gigante tiro no pé ao colocar em seus jogadores uma camisa inteira vermelha, quase rosa.


A fama da equipe - muitas vezes ou quase sempre de mau gosto e preconceituosa - é sabida por todos, então por que incentivar essa piada? Melhor: pra quê?

O tri-campeão mundial já foi ultrapassado pelo Corinthians nos ganhos financeiros faz anos, e se nada mudar, sofrerá com isso por bastante tempo. 

O momento de explorar a imagem do Lucas, por exemplo, já passou. Se a equipe voltar a ganhar títulos nesse ano, a fraca diretoria comandada por Juvenal Juvêncio tem que tirar proveito da situação - algo que não vimos nas últimas conquistas. 

É o caso, ao menos fora de campo, de beber um pouco da experiência corintiana.

18 de abr. de 2013

O mata-mata é outro campeonato


Foi bacana, foi importante, foi animador. Parabenizo o São Paulo e acho que um time dessa grandeza tinha mesmo que se classificar - e mostrou isso na partida de ontem.

Penso ainda que o tricampeão da Libertadores eliminará o Atlético Mineiro nas oitavas e causará problemas para as equipes rivais durante a competição.

Mas são-paulino, que você me perdoe; embora tenha sido uma bonita partida e um dos jogos mais importantes dos últimos tempos devido as circunstâncias, foi APENAS uma classificação. Na realidade, não passava de uma obrigação.

O fato de ter se classificado em último das 16 equipes que passaram de fase é algo de se preocupar, e não comemorar. A maioria das equipes brasileiras havia se classificado algumas rodadas antes e a equipe tricolor passou apuros em um grupo, diga-se de passagem, muito fácil.

Agora é hora de sentar e analisar o que aconteceu de errado. Afinal não é normal uma equipe repleta de craques beirar a eliminação. 

Mas volto a dizer: o mata-mata é outro campeonato. Uma coisa é você sofrer perigo na fase de grupos; e outra, totalmente diferente, é disputar as oitavas, quartas, etc...

A partir daí enfim será a hora do São Paulo mostrar para que de fato veio. Como bem resume o ditado, "serão separados os homens dos meninos".

E ao falar dessa equipe na Libertadores, todos concordamos que ele apresenta um gigantesco perigo... se cuide, Atlético!

17 de abr. de 2013

A longa noite tricolor


São Paulo,

chegou o dia... e o recado é claro:

O que fará a diferença hoje é a vontade. A equipe tricolor pode, sim, ser inferior tecnicamente ao Atlético Mineiro. Mas quando a garra sobrenatural entra em campo, as "desigualdades" deixam de existir.

Torcedores,

orem, façam mandinga, acreditem na superstição e mais importante: não deixem de apoiar. Hoje talvez seja o jogo mais importante dos últimos tempos.

Jogadores,

incorporem o jeito Corinthians de não desistir; encarnem a tradição que o Palmeiras possui; tragam junto a si a ousadia do Santos.

Na realidade, é simples: sejam São Paulo. O resto é consequência.

8 de abr. de 2013

100% de chances de você ler esse texto


No Brasileirão de 2009, o Fluminense, lá pela 30° rodada, estava com 99% de chances de ser rebaixado para a segunda divisão. A probabilidade foi estabelecida pelo matemático Tristão Garcia, famoso por estabelecer medidas muitas vezes precisas - mas que, evidentemente, convive também com os erros.

Vou usar e abusar do clichê, mas nesse texto ele vai se encaixar perfeitamente: "o futebol é uma caixinha de surpresas". Absolutamente tudo (claro, em suas devidas proporções futebolísticas) pode acontecer. Se entre seis chances de se concretizar existe apenas uma, convém imaginar que há alguma possibilidade de ela acontecer.

Naquele ano, o Fluminense contrariou expectativas, previsões, macumbas e tudo o que tinha direito e se manteve na elite do futebol brasileiro.

Quatro ano depois, o São Paulo enfrenta, na próxima quarta-feira, o Atlético Mineiro em busca da quebra de prognósticos que afirmam que a equipe tricolor já está eliminada. Segundo o mesmo matemático citado acima, dos três times que ainda disputavam a última vaga, a equipe paulista é a que possuí menor chance - assim como o Fluminense era a equipe menos cotada entre os quatro últimos para permanecer na Série A.

Ou seja, as tão faladas e estudadas previsões matemáticas no futebol não significam absolutamente nada. Representam, sim, o quanto a equipe tem de chance de passar de fase... mas volto a repetir: o futebol é uma caixinha de surpresas...

Eu, assim como o Tristão Garcia, acredito que o São Paulo possua de fato poucas chances de se classificar; mas não pelos números e, sim, pelo baixo rendimento apresentando durante a competição. Todos falaremos, discutiremos e apontaremos nossa tese que justificam o motivo dessa maior chance de eliminação.

No entanto, para os são-paulinos, pouco importa o que qualquer matemático diz a respeito. Se existe uma última esperança, ela será alimentada e acreditada, até o final. E aí entra tudo a favor - orações, superstições, até mesmo o futebol. 

Tudo com dois objetivos principais: ver sua equipe classificada e fazer com que os matemáticos deixem suas teorias fora do futebol - afinal, dentro de campo, o que importa é apenas jogar.

31 de mar. de 2013

A graça do futebol


São clássicos como o de hoje à tarde que fazem com que a paixão pelo futebol cresça.

Existem todos aqueles clichês que dizem que esses jogos são um campeonato à parte, que não tem favorito, etc. Mas o que fez com que o jogo de hoje tivesse algo em especial foi a discussão pós-partida.

Querendo ou não, o futebol gera muita "briga". Às vezes sadia, às vezes violenta, mas gera. E é dela que o futebol sobrevive.

Pare e pense nesse esporte sem equipes rivais, sem provocações com os times adversários... ele deixaria de existir. Não teríamos torcidas, não teríamos gente na arquibancada e, mais importante, ele perderia a graça.

E no Majestoso de hoje, a discussão apareceu no lance entre Pato e Rogério Ceni. Minha opinião: pênalti. Mas a sua, desde que você não seja corinthiano, provavelmente vai ser diferente. E esse é o barato do esporte. São de situações como essa que o esporte respira, e continua andando pra frente.

Vamos agradecer aos dois protagonistas da jogada por nos render mais alguns dias de debate. Ele vai trazer bons argumentos de ambos os lados, mas só viverá até que chegue a rodada da Libertadores. Então, o assunto mudará e passaremos a falar de outro ponto; talvez uma iminente eliminação do São Paulo, talvez uma virada histórica ou até mesmo outra arbitragem duvidosa. E assim por diante.. Mas que foi pênalti, ah, Ceni, foi.

19 de mar. de 2013

Por quem chora, Luis Fabiano?


Ele está triste, coitado.

Está triste porque a equipe não joga bem, e não convence.

Está triste porque a torcida cobra e protesta.

Está triste porque seu time está a um triz de ser eliminado na fase de grupos da Libertadores.

Ele está triste porque o São Paulo passa por uma crise.

E não comemora gol porque está triste, ué...

Mal sabe ele que uma boa parcela desse momento de turbulência que passa o São Paulo vem dele próprio e de seus amigos estrelinhas de elenco. 

Porque foi expulso, porque não comparece quando o time realmente precisa, porque causa atrito entre os jogadores, causa confusão, etc. Mas ele está triste, coitado... deixa ele!

15 de mar. de 2013

Habemus Libertadoris


Comecei a competição dizendo que essa Libertadores seria moleza. Ousei ao afirmar que todos os brasileiros passariam com facilidade, e que a disputa seria quase um Brasil x Brasil.

Errei. Esqueci que o torneio em questão era a própria Libertadores da América. Ali mesmo os mais fracos são pedreiras. Você tem que entrar ligado com qualquer que seja o adversário - mesmo contra uma equipe que foi goleada por outra brasileira dentro de casa.

Esse foi o caso do São Paulo nesta quinta-feira à noite. A equipe já havia empatado a primeira partida contra o Arsenal de Sarandí - que levou um 5 a 2 dentro de casa do Atlético Mineiro - e precisava da vitória. Perdeu, e agora corre sério riscos de ser eliminado. Para uma equipe que entrou favorita, é no mínimo decepcionante.


Um dia antes, o Corinthians enfim estreava na Libertadores com a força de atual campeão. Os três primeiros jogos podem até ser desconsiderados - pela morte do Kevin, pela altíssima altitude e, por fim, pela grama sintética. Nada que justificasse, no entanto. Isso aí é Libertadores.

Agora, portanto, começou para valer. Brasileiros correm riscos de serem eliminados, contrariando a minha tese. É como se estivéssemos em um conclave, à espera de um papa que tornasse as coisas mais claras. Agora sim, Habemus Libertadoris!

9 de mar. de 2013

Uma vez imaturo, sempre imaturo


O processo natural da vida é amadurecer com o tempo. Ou seja, quanta mais experiência de vida você tem, mais maduro você será. Alguns demoram mais que os outros, isso é fato.

No entanto, existe uma pessoa em especial, no futebol brasileiro, para quem a idade e a alta quilometragem dentro dos gramados não significa nada. Se a pessoa está fadada a ser imatura para o resto da vida, assim será. É o caso de Luis Fabiano.

A cada expulsão, a cada discussão, ele promete melhorar. Diz que vai se esforçar, vai se acalmar e que o fato não se repetirá. As vezes se faz de vítima, diz que vai abandonar a carreira, mas não adianta.

Seu histórico é notório: ele já foi expulso diversas vezes. As mais recentes e que chamaram mais atenção aconteceram na final da sul- Americana e quarta passada na partida contra o Arsenal de Sarandí, no Pacaembu; nesse jogo, o atacante conseguiu o feito - inédito! - de ser expulso depois de o juiz dar o apito final.

Sua qualidade com a bola nos pés é inquestionável. Ele faz muito gol, e isso ninguém tem dúvida, embora tenha forte tendência a sumir em jogos importantes. Em outras palavras, ele "pipoca"

Infelizmente, mesmo que queira ou siga tentando, essas características dificilmente sairão de Luis Fabiano. Afinal, idade ele tem de sobra, e já já sua carreira acaba. Ele vai seguir, como sempre, dizendo que vai melhorar e que vai se acalmar. Tudo bobagem.

Uma vez imaturo, sempre imaturo.


11 de set. de 2011

Os líderes que não querem ser líderes

É a 5ª vez que acontece isso.

Corinthians perde,os que estão logo atrás tem a chance de virar líder,mas perdem.

Pode até ser chamada a "sorte de líder",para os corintianos,e os" clubes que não querem ser campeões",usada muito pela imprensa esportiva.

Mas enfim,o Corinthians foi visitar o Fluminense no Engenhão,e parou na excelente defesa do Fluminense.Os cariocas abriram o placar com Fred,e a partir dali passou a se recuar totalmente,como um time pequeno,digamos.No segundo tempo não agiu,assim como o Corinthians fez no primeiro.

São Paulo,Vasco e Botafogo tinham então a chance de assumir a liderança.O paulista encarou o Grêmio,no Olímpico,o Vasco foi visitar o Figueira e o Fogão foi até o Sul enfrentar o Coritiba.

Vasco aparentemente não jogou bem como de costume,e apenas empatou contra o Figueirense,1 a 1.

O Botafogo,apontado pelos jornalistas como o melhor futebol no momento levou um sacode do Coritiba.Limitado a se defender,o time carioca foi levando um gol atrás do outro e viu uma excelente chance de se aproximar ainda mais ir embora,já que ainda tem um jogo a menos que seus rivais.

Com todos esses jogos citados acima acontecendo as 16h00,o São Paulo já tinha o conhecimento que precisava apenas vencer para se tornar líder.Que mais uma vez não o fez.Porque parou no caldeirão do Olímpico e na falta de criatividade ofensiva.

Sorte,ou melhor,eficiência do Fluminense que se aproximou ainda mais do G4 e entra na briga pelo título.

Acaba-se assim o episódio dos "Líderes que não querem ser Líderes" que com certeza terá uma reprise num futuro breve.Podem apostar.