"NENHUM PASSO PARA TRÁS!"

Os protestos vêm tomando conta do Brasil. Confira minha opinião.

A FALTA DA VOZ

A torcida do São Paulo, em meio ao ruim desempenho da equipe, pede a volta de Muriciy.

A SELEÇÃO QUE PRECISAMOS

Saiba a minha opinião a respeito dos 11 titulares da Seleção Brasileira.

ESTRELA DE CAMPEÃO

A defesa de Victor foi a maior prova de que o Atlético está no caminho certo para o título.

A POESIA DE NEYMAR

Neymar se despediu ontem do Santos para assinar contrato com o Barcelona.

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20 de mai. de 2013

Justiça seja feita


É muito aliviante saber que ainda existe justiça no futebol. Por mais que a injustiça seja, em muitas vezes, mais frequente no futebol, entender que o mérito existe é algo gratificante.

É bom saber que existem equipes que são derrotadas, eliminadas, mas que não perdem a motivação.

É incrível saber que existe um time que, mesmo eliminado, não perde a elegância e não é desleal.

É impressionante ver uma equipe, com a mesma base por um grande período, conquistar 3 títulos a cada 8 meses, em média.

É esplêndido perceber que existe um elenco no Brasil no qual a união estabelece-se como seu maior trunfo.

É aliviante, é bom, é incrível, é impressionante, é esplêndido saber que quatro dias depois da injusta eliminação, o Corinthians foi campeão paulista.

Parabéns Tite e companhia, pelo extraordinário trabalho nessa equipe que hoje é referência mundial.


16 de mai. de 2013

Nunca serão!



O Corinthians cresceu, amadureceu. Hoje é referência em diversos aspectos, tanto dentro quanto fora de campo. Mas nessa infeliz noite, foi eliminado. Mesmo assim, não foi nada capaz de mudar seu desenvolvimento. O Timão está em uma crescente, está mudado.

Já a torcida não. Essa continua a mesmíssima de sempre.

Aos 48 do segundo tempo, o jogo teve seu fim e a torcida viu a eliminação ser concretizada. O que se esperar de uma equipe comum? Barbada: vaias, xingamentos, ameaças, etc...

Agora repense sua pergunta: o que se esperar da torcida do Corinthians?

Isso chega até a ser óbvio... esqueceram que nessa República a coisa é diferente. Os que deviam estar chorando, cantaram. Aqueles que em tese estariam exigindo providências, aplaudiram.

A festa foi igualmente proporcional nas vitórias costumeiras do ano passado e nessa derrota de 2013. Pra quem não sabia o que estava acontecendo no Paulo Machado de Carvalho, era plausível imaginar que a equipe tinha sido campeã.

E, na realidade, a Fiel não fez mais do que justificar seu nome e acompanhou o time. Como sempre ocorreu, eles caíram juntos, foram eliminados, ganharam títulos e, hoje, perderam juntos.


Acontece que essa torcida é fora do normal. É rara, é única, é especial. 

Não gostaria de privar somente alguns leitores do blog, mas isso se torna necessário nessa ocasião: só quem é Corinthians sabe o sentimento de torcer enlouquecidamente por algum time.

Os erros de arbitragem? Apesar de terem influenciado o placar, pouco importam. A festa que o bando de loucos fez ontem é pra fazer com que os rivais repensem suas atitudes como torcedor.

Mas por mais que tentem e até se aproximem dessa fanática torcida, o meu recado é um só: nunca, jamais serão!

4 de mai. de 2013

De futebol e marxismo


Se tem alguma coisa que é capaz de acabar com diferenças sociais, étnicas, discernir ideais políticos e jogá-los no lixo, esse é o esporte.

Mais do que isso, ele é o grande responsável pela felicidade de muita gente. Sem ele, muitos perderiam esperança e até a graça de viver. É legítimo: hoje ele está, como sempre esteve, no cotidiano de todo mundo.

A variedade de modalidades é gigante. Temos esportes com bola, com bola pequena, grande, quase que invisível, temos sem ela, com luvas, etc. Portanto, pra você que é admirador, não há do que reclamar. A qualquer momento do dia, é possível sentar e apreciar o que o esporte fornece.

No entanto, existe uma modalidade que se destaca e é prioridade no mundo inteiro: o futebol. Não adianta discutir, elaborar ideias - mesmo que dignas e com bons argumentos - de que existe esporte mais apaixonante do que o jogado com a bola nos pés.

Duvido alguém me apresentar algum esporte em que o equilíbrio seja tão grande, mas tão grande, a ponto de deixar quase iguais as chances nas disputas entre equipes com supostas grandes diferenças técnicas.

O caso do Palmeiras deixa tudo mais explícito: a equipe, mesmo estando na segunda divisão, tem boas chances de passar de fase na Libertadores. Isso tudo ao mesmo tempo que foi eliminado no Paulistão e passa por uma crise, já que não está na elite do futebol brasileiro.

No entanto, ao pensar na trajetória do Verdão na competição, ninguém ousa afirmar que eles não são capazes de seguir adiante; muito pelo contrário: eles possuem inclusive mais chance que Corinthians e São Paulo, ambos pertencentes à primeira divisão.

E qual é a explicação para tudo isso? Não existe. É o futebol.

É o esporte que possibilita o sucesso repentino e o fracasso logo em seguida. As equipes não têm muito tempo para desfrutar de suas glórias, pois depois já estarão concentrados na próxima partida - que pode também ser decisiva.

Hoje, o Corinthians é campeão mundial. Amanhã pode ser eliminado no Paulistão e na quarta seguinte, da Libertadores.

E que os outros esportes sintam inveja, porque só o futebol proporciona coisas como essa.

Isso tudo é pensado em você, torcedor. É para que o seu time, mesmo em má fase, possa se recuperar - e você, voltar a sorrir.

Parabéns futebol, por estar há mais de 100 anos mobilizando o mundo.

E por que escrevi esse texto? Porque amanhã é aniversário do Karl Marx.

O que isso tem a ver? Nada.

Mas o blog é meu, então vez ou outra escrevo algo que muita gente pode achar bobagem, mas não é - como o futebol.

29 de abr. de 2013

O segredo do sucesso



Muitos dizem não entender a real fórmula do atual sucesso do Corinthians. Pois deveria ser de conhecimento geral que ele nasceu do sucesso de dois personagens: a Diretoria de Marketing e o Ronaldo Fenômeno.

Embora muitos achem que não, o próprio fato de ter caído para a segunda divisão já impulsionou a equipe. A partir dali, mantras como "Nunca vou te abandonar", a camisa roxa, dentre outras ações, foram determinantes para o sucesso da equipe.

Alguns anos depois da queda e da aplicação dos itens citados acima, Ronaldo chegou ao Corinthians. Consideraram apenas uma ação de marketing - e de fato a ideia foi essa - mas ele mostrou ser mais do que isso.

No entanto, a equipe cresceu muito em termos de visibilidade e mais jogadores passaram a querer vestir a camisa do Timão. A partir daí, o restante do percurso já virou história: o Corinthians se tornou campeão mundial.

Onde quero chegar com tudo isso? Simples.

O marketing é, hoje em dia, fundamental para o sucesso de qualquer equipe. Vide o exemplo do Santos: não tenho dúvida de que, quando chegar o momento do Neymar deixar o Brasil, a equipe alvinegra certamente sofrerá um bocado.

O contexto em que digo tudo isso toma forma na equipe do São Paulo. Ontem o time tricolor deu um gigante tiro no pé ao colocar em seus jogadores uma camisa inteira vermelha, quase rosa.


A fama da equipe - muitas vezes ou quase sempre de mau gosto e preconceituosa - é sabida por todos, então por que incentivar essa piada? Melhor: pra quê?

O tri-campeão mundial já foi ultrapassado pelo Corinthians nos ganhos financeiros faz anos, e se nada mudar, sofrerá com isso por bastante tempo. 

O momento de explorar a imagem do Lucas, por exemplo, já passou. Se a equipe voltar a ganhar títulos nesse ano, a fraca diretoria comandada por Juvenal Juvêncio tem que tirar proveito da situação - algo que não vimos nas últimas conquistas. 

É o caso, ao menos fora de campo, de beber um pouco da experiência corintiana.

22 de abr. de 2013

Muita água passou debaixo da ponte


Aquela sensação de que você já viu isso antes...

E, na realidade, viu mesmo!

Mal sabia você, corinthiano, que dali a exato um ano o Timão estaria jogando contra essa mesma equipe, a Ponte Preta - mas agora, campeã mundial.

Quem imaginava? Quando o Julio Cesar levou aquele frangaço, alguém imaginou o que estaria acontecendo um ano depois?

Agora, se reencontraram. Muita coisa mudou.

Na verdade, pouca: a fórmula é a mesma, o treinador é o mesmo, a diretoria é a mesma. Mas agora essa equipe é dona do mundo. 

Já faz tempo, eu sei. Mas pra quem é supersticioso, existe sinal melhor do que rever essa equipe, mesmo que com derrota?

Você, corinthiano, consegue pensar em outra coisa?

Duvido.

14 de abr. de 2013

Sigam o exemplo do campeão mundial


Um elenco repleto de estrelas deve ter, sem dúvida alguma, problemas de relacionamento.

Na teoria, essa tese é dada como certa em quase todos os casos. No entanto, Tite faz com que ela não migre para a prática.

Chega a ser impressionante a forma que o treinador do Corinthians comanda seus atletas. Ao mesmo tempo que ele barra alguns medalhões, não deixa com que o clima se perca dentro dos vestiários.

Extremamente respeitado pelos seus jogadores, Tite sempre prega o merecimento. Quem estiver em melhor fase técnica, jogará. Não importa se você seria titular em qualquer equipe do mundo; se você não mostrar bom desempenho, não fará parte dos 11 do time alvinegro.

Parece simples, mas não é. O São Paulo, por exemplo, vive uma fase conturbada justamente por esse "estrelismo" apresentado pelos jogadores de Ney Franco.

Hoje, contra o Linense, o comandante do Corinthians deixou Alexandre Pato e Chicão no banco. O resultado foi a derrota, quem sabe em decorrência da falta do camisa 7, mas ninguém ousou contestar. O respeito é mútuo e a confiança em seu trabalho é geral - tanto nas arquibancadas quanto dentro de campo.

No entanto o sucesso não é de hoje. O Corinthians colhe frutos com o Tite por méritos da diretoria. Em 2011 o Timão foi eliminado na Pré-Libertadores, mas quebrou paradigmas e o treinador foi mantido no comando.

Não tenho dúvida de que, em caso de eliminação são-paulina na quarta, Ney será demitido sem pensar duas vezes. Dessa maneira, fica complicado dar sequência ao trabalho. O novo treinador chegará, errará - assim como qualquer ser humano - e será novamente demitido. E assim sucessivamente.

Se as diretorias não se mexerem e mudarem seus ideais, as equipes não avançarão. E tem exemplo mais forte do que o atual campeão mundial?

31 de mar. de 2013

A graça do futebol


São clássicos como o de hoje à tarde que fazem com que a paixão pelo futebol cresça.

Existem todos aqueles clichês que dizem que esses jogos são um campeonato à parte, que não tem favorito, etc. Mas o que fez com que o jogo de hoje tivesse algo em especial foi a discussão pós-partida.

Querendo ou não, o futebol gera muita "briga". Às vezes sadia, às vezes violenta, mas gera. E é dela que o futebol sobrevive.

Pare e pense nesse esporte sem equipes rivais, sem provocações com os times adversários... ele deixaria de existir. Não teríamos torcidas, não teríamos gente na arquibancada e, mais importante, ele perderia a graça.

E no Majestoso de hoje, a discussão apareceu no lance entre Pato e Rogério Ceni. Minha opinião: pênalti. Mas a sua, desde que você não seja corinthiano, provavelmente vai ser diferente. E esse é o barato do esporte. São de situações como essa que o esporte respira, e continua andando pra frente.

Vamos agradecer aos dois protagonistas da jogada por nos render mais alguns dias de debate. Ele vai trazer bons argumentos de ambos os lados, mas só viverá até que chegue a rodada da Libertadores. Então, o assunto mudará e passaremos a falar de outro ponto; talvez uma iminente eliminação do São Paulo, talvez uma virada histórica ou até mesmo outra arbitragem duvidosa. E assim por diante.. Mas que foi pênalti, ah, Ceni, foi.

15 de mar. de 2013

Habemus Libertadoris


Comecei a competição dizendo que essa Libertadores seria moleza. Ousei ao afirmar que todos os brasileiros passariam com facilidade, e que a disputa seria quase um Brasil x Brasil.

Errei. Esqueci que o torneio em questão era a própria Libertadores da América. Ali mesmo os mais fracos são pedreiras. Você tem que entrar ligado com qualquer que seja o adversário - mesmo contra uma equipe que foi goleada por outra brasileira dentro de casa.

Esse foi o caso do São Paulo nesta quinta-feira à noite. A equipe já havia empatado a primeira partida contra o Arsenal de Sarandí - que levou um 5 a 2 dentro de casa do Atlético Mineiro - e precisava da vitória. Perdeu, e agora corre sério riscos de ser eliminado. Para uma equipe que entrou favorita, é no mínimo decepcionante.


Um dia antes, o Corinthians enfim estreava na Libertadores com a força de atual campeão. Os três primeiros jogos podem até ser desconsiderados - pela morte do Kevin, pela altíssima altitude e, por fim, pela grama sintética. Nada que justificasse, no entanto. Isso aí é Libertadores.

Agora, portanto, começou para valer. Brasileiros correm riscos de serem eliminados, contrariando a minha tese. É como se estivéssemos em um conclave, à espera de um papa que tornasse as coisas mais claras. Agora sim, Habemus Libertadoris!

27 de fev. de 2013

Um estranho silêncio


Sob estranho e agonizante silêncio, especialmente o do minuto de homenagem ao menino boliviano que morreu em Oruro, o Corinthians fez o seu segundo jogo na Libertadores; o primeiro depois da tragédia.

É hora de arcar com as consequências e crescer junto a ela. E isso não vale apenas para o Corinthians; todos, sem exceção, têm que aprender com o erro, para que não volte mais a acontecer.

O que aconteceu no Pacaembu foi uma cena, talvez, revolucionária. O atual campeão mundial jogar de portões fechados devido a uma punição imposta por uma fraca organização é, sim, algo para se comemorar. É sabido que a pena muito provavelmente não durará toda a competição, mas já é um grande e considerável avanço.

Em meio a punição, quatro corintianos entraram com liminar na Justiça para terem o direito de assistir a partida no Pacaembu. Usaram o Direito do Consumidor, e toda essa burocracia que está envolvida.

Conseguiram. Têm direito de defender seus interesses, é justo. Mas podem ter prejudicado a equipe, já que a Conmebol proibiu a entrada de torcedores e havia alguns no Pacaembu. Se a punição da Justiça Esportiva é que nenhum torcedor entrasse, ninguém deveria ter esse mérito. Há riscos. Dessa maneira, a possível entrada dos quatro pode se transformar, muito provavelmente, em nova punição.

Na realidade, querem aparecer. E só.


*o Corinthians venceu a fraca equipe do Millonarios por 2 a 0, gols de Guerrero e Pato, que por sinal mostram que podem formar uma excelente dupla de ataque.

24 de fev. de 2013

Em nome de Kevin

Passaram-se 3 dias desde a tragédia de Oruro e a primeira punição já foi imposta: o Corinthians jogará com os portões fechados na Libertadores. Há ainda a chance da pena ser revogada e a Fiel marcar presença no Pacaembu, como de habitual.

Enquanto isso, na Bolívia, 12 pessoas estão presas e sem previsão de volta.

Ao mesmo tempo, hoje é domingo e tem rodada no Estadual. É muito difícil se concentrar ou pensar em alguma prática esportiva depois do ocorrido.

Foi uma morte, foi grave e foi um crime. Quem fez tem que arcar com as consequências - da mesma maneira que o clube, cada um com suas responsabilidades. A Conmebol foi rápida e, até o momento, eficiente.

Mas agora é vida que segue. Estaremos em um luto eterno por Kevin, o menino de 14 anos que perdeu a vida dentro de um estádio de futebol, e tenho certeza que o Corinthians e a diretoria tentarão da melhor maneira possível fornecer apoio aos familiares. 

Diretoria, contudo, que errou ao tentar mudar a decisão da Conmebol. Entendo que muito dinheiro será perdido em caso da manutenção da punição, mas seria um ato nobre se deixassem do jeito que está, em uma clara homenagem ao menino.

Hoje tem Corinthians x Bragantino, as 16h00, com Pato jogando ao lado de Guerrero. Mas sejamos francos: quem realmente liga? E no entanto, o futebol prossegue. Façamos de todos os campeonatos a partir de agora algo seguro, bonito, feliz - em nome de Kevin. 



21 de fev. de 2013

Que coloquemos de lado a paixão por nossos clubes de coração



O que aconteceu ontem a noite na Bolívia foi uma TRAGÉDIA, resultado de um crime, já que aquele tipo de sinalizador não poderia ter entrado no estádio. Não existe clima para se falar de um mero jogo de futebol, enquanto uma vida foi perdida. Nada vai consolar a família do menino de 14 anos que morreu e eu entendo perfeitamente essa dor.

Casos como esse não podem passar despercebidos.

Uma série de acontecimentos culminou na morte do garoto. Poderia ter sido evitada se o torcedor não tivesse levado o sinalizador, se a polícia boliviana tivesse sido mais rígida ( e aqui não quero, de jeito nenhum, transferir a culpa para a vítima) e barrasse a entrada no estádio com artefato, se o "foguete" tivesse sido utilizado corretamente, etc.

Mas o termo "SE" não vale mais. Infelizmente, não tem volta. E agora é um dever nosso agir para que não ocorram mais mortes como a dessa triste quarta-feira.

Nunca, dentro de um estádio, um ato provocado pela torcida chegou ao ponto de uma morte. Em outros casos de violência, de brigas, as federações e a justiça esportiva já tentaram uma punição envolvendo perda de mandos de campos, banimento das organizadas por um determinado período, multa em dinheiro, em pontos... Mas não funciona.

Se querem realmente que algo aconteça e que isso não volte a se repetir, a punição tem que ser drástica. 

A começar, obviamente, pela manutenção do veto ao uso dos fogos de artifício em estádios. A festa continua bonita sem o uso dos mesmos. Em nada acrescenta.

E é necessário que chegue a um ponto extremo; algo que entre para a história e que certamente iria mudar o pensamento dos torcedores: uma possível exclusão do Corinthians na Libertadores.

É fato que o clube nada tem que ver com um ato isolado desse torcedor, ou de um grupo pequenos de torcedores – mas, infelizmente, talvez seja o caso de punir a grande maioria, de pessoas honestas, para que não deixemos mais ocorrer tragédias como a de Kevin Beltrán, torcedor fanático do San José.

Se for necessário uma eliminação do Timão para que não aconteça mais, eu apoio a ideia. No entanto, se for para passar em vão, novamente de nada vai adiantar. O Fábio Santos resumiu muito bem: "Se for para mudar, a gente aceita ser punido, mas sabemos que nada se muda. Se for para tirar o Corinthians da Libertadores e a gente souber que ninguém mais vai sofrer com isso, que não vai haver mais mortes, sou a favor", disse o lateral esquerdo.

Alguns aproveitadores seguem um raciocínio meio esquisito, para que o "Corinthians se ferre e perca a Libertadores”. Nada disso. O que está em jogo é uma vida, nossas vidas. 

O que resta é torcer para que alguma medida seja tomada e que ela sirva de exemplo para demais casos. 


Lutemos em nome do Kevin, que só não era corintiano por acaso.

19 de fev. de 2013

Um pouco mais de paciência



Domingo ensolarado, Pacaembu lotado, 16h00 no relógio e Dérbi vindo aí. 

Seria uma tarde normal, que abrigaria mais um clássico, dos tantos que por ali já passaram.

Seria normal, sim, se o Palmeiras não estivesse na Série B, e o Corinthians não fosse o atual campeão mundial. Não à toa, a vitória corintiana era dada como certa.

O começo do jogo também não deixava dúvidas: Timão avassalador em campo. Vencia por 1 a 0 antes dos 20 minutos do primeiro tempo e havia perdido mais um bocado de chances.

Mas aconteceu alguma coisa. Erros raramente vistos apareceram na defesa corintiana e o Palmeiras virou a partida.

A equipe alvinegra ainda empatou no fim, com gol de Romarinho - sempre ele - mas o resultado irritou a torcida corintiana.

A grande maioria considerava a vitória como algo que aconteceria na certa - a dúvida era somente quanto ao placar. E nessa onda da certeza da vitória, houve um baque fortíssimo com o empate. Sobrou para a equipe.

Despontou, na internet, na televisão e nos jornais, uma saraivada de críticas contra a atuação e a equipe de modo geral em 2013. Sobrou até para o Tite, que foi cobrado por mudanças no time titular. Acredito que não é por aí. Essa equipe que hoje joga o Paulistão foi CAMPEÃ DO MUNDO, e faz menos de dois meses!

Os jogadores e o treinador têm créditos de sobra - e talvez seja por isso que Tite ainda mantenha alguns jogadores como titulares, mesmo que com outros voando. E não está errado, não!

É muito complicado sair de um campeonato com a grandeza do Mundial para jogar o Campeonato Paulista. É claro que contra o Palmeiras, por exemplo, vai haver quase sempre a mesma motivação. Mas aconteceu. O Corinthians levou gols bobos e perdeu dois pontos. Acontece.



E dizem que, por estar lá em cima, o tombo é ainda maior. Mas é aí que eu fico irritado: não houve tombo. Não há motivo algum para tamanha reclamação e tamanha exigência por "trocas no time titular". Esse time que hoje empatou com o Palmeiras é o mesmo que venceu o Chelsea.

Assim como toda equipe de futebol, não teve um bom dia. Aliás, jogou bem, foi superior durante boa parte do jogo, mas não triunfou. É perfeitamente normal.

Não pode voltar a acontecer, isso é fato. Mas será que está na hora de fazerem tantas críticas? Entendo que é necessário uma "bronca", mas os corinthianos não confiam na equipe que tem? Não acreditam em Tite, nos onze titulares que os representaram no Japão? Acham mesmo que é a hora de mudanças na equipe?

Entendo a cobrança por Pato (que bela matada de bola no gol do Romarinho) e Renato Augusto na equipe titular. Quando entram, jogam bem, é verdade. Mas pode reparar: quanto tempo esses que jogam hoje em dia no time titular esperaram para de fato iniciarem a maioria das partidas?

O Tite está seguindo a linha de sucesso que garantiu dois títulos ao Corinthians em 2012 e está fazendo certo. O que aconteceu domingo foi um empate contra uma equipe aguerrida e com vontade transbordando. Se a crítica já é tão grande sem ter perdido, imagina quando forem de fato derrotados... paciência, Fiel Torcida!

10 de fev. de 2013

O 11 ideal



Ano iniciado, contratações concretizadas e a primeira questão vem à tona: qual a formação ideal para o Corinthians ao longo do ano?

Tarefa muito difícil. Mesmo.

O Tite sempre prega que começa jogando quem merece. Depende de fatores que muitas vezes não estão ao nosso alcance; rendimento nos treinos, disposição, quem está em um melhor momento técnico, etc.

Todos podemos montar uma formação ideal - porém sempre de forma superficial, tendo em vista que não estamos no dia dia presenciando o que de fato acontece.

O meu esquema tático muito provavelmente vai ser diferente do seu. E o seu certamente irá divergir da de seu colega corinthiano. Isso é um excelente sinal. Prova que o Timão tem muitas opções em seu elenco.

Portanto, sem considerar o atual momento que cada um vive, e sim o que eu acredito que esse ou aquele jogador irá render durante o ano, eis aqui a minha formação ideal para o Corinthians em 2013:


Começo, evidentemente, com Cássio no gol. Coloco Edenilson na direita por pensar que Alessandro não seguirá o ritmo dos demais devido a sua alta idade - esse ano ele se aposenta.

Completam a zaga Chicão, Paulo André e Fábio Santos. Não podemos desmerecer a zaga campeã mundial, mesmo que com Gil e Felipe em ótima forma. Eles têm méritos - mesmo assim, precisam ficar atentos para não perderem a posição.

Como volantes, os incontestáveis Ralf e Paulinho. E aí vem o pepino.

O Corinthians possui diversas opções que fecham o meio para frente. Considero Danilo um titular absoluto. Quando a bola chega a seus pés, sei que ele não irá fazer besteira. Te garanto que ele tem absoluta noção do que está fazendo ali dentro de campo.

Dando companhia ao camisa 20, optei por Jorge Henrique. Acho indispensável um jogador com suas características ficar de fora do time. Ele corre, marca, apoia, cava falta, faz gol, irrita adversários, etc...

Completam o ataque Pato e Guerrero. Acredito veemente que essa dupla de ataque funcionará no Timão. Os dois sabem fazer gols, e o primeiro pode jogar facilmente como segundo atacante, dando suporte ao centro-avante.

Quanto ao Sheik, acredito que ele renderá mais atuando no segundo tempo. Dificilmente ele engolirá essa de ser reserva, mas nosso professor tem o time na mão. Se Tite assim desejar, Emerson vai acatar sua escolha.

Renato Augusto e Douglas, ambos muito talentosos, brigarão diretamente pela vaga com Jorge Henrique. E não acaba por aí! A equipe tem o potencial titular Romarinho, que quando entra dá conta do recado. 

Acredito, por fim, que essa será a equipe que atuará na maioria dos jogos em 2013, mas confesso que pensei por um bom tempo para montar esse time. Refiz duas vezes o esquema tático, e ainda saio com dúvidas. 

A torcida corintiana começou o ano muito esperançosa. O time só se reforçou e todas as contratações são boas peças. Se está difícil para eles, imagina pro Tite!

*texto originalmente publicado no Blog do Torcedor, que está hospedado no globoesporte.com. Pra quem quiser ver, tá aqui: http://globoesporte.globo.com/platb/sp-torcedor-corinthians/2013/02/08/post-200-a-revista-do-blog/

20 de dez. de 2012

Ser corinthiano

TEXTO ESCRITO ANTES DA IDA DO CORINTHIANS AO MUNDIAL:

Soa clichê... mas vou repetir: o que a torcida do Corinthians fez outro dia foi especial.Único.Emocionante.

Fez não; faz. Constantemente.

E não é redundância, eu garanto. Presenciei e presencio ao vivo essa torcida. Sim, é diferente.

Não é aquele torcedor de decisão, de um jogador só - vulgo são-paulinos e santistas-. É torcedor de um clube e tudo que se engloba ao seu redor.

É um laço que se estabelece a partir do ponto que você nasce.Um casamento.E esse matrimônio com o Corinthians, para o corinthiano, é muito mais que compromisso.

O que os difere dos torcedores considerados normais é a paixão.Nós somos, sem sombra de dúvida, os mais apaixonados. E não digo isso sem as vias de fato: eu sou um torcedor assíduo, percebo isso e portanto sou um deles.

A prova mais clara disso ocorreu nos últimos dias, na despedida da comissão dos jogadores rumo ao Japão.A Fiel levou 15 mil pessoas ao Aeroporto de Guarulhos.

Era uma segunda-feira a noite mas a torcida se fez presente.Afinal, Corinthians é prioridade.

E aqueles que colocam a República acima de tudo em sua vida , recebem, sempre, dois estereótipos que carregam junto a eles:  maloqueiro e sofredor.

Corinthiano que é corinthiano sorri e vê passar por sua mente recordações quando o chamam de sofredor - ainda que já não soframos mais depois de tantos títulos recentes.

Maloqueiro? Sim, os corinthianos que chegam ao Japão tem banzo da saudosa maloca, a maloca querida de Adorinan.

E os bordões? Se alguma pessoa está passando pela rua com o manto, será ouvido um "VAI, Corinthians". E são capazes ainda de pararem tudo e ali mesmo seguirem em direção a um bar, para tomarem uma cervejinha juntos.

E lá, nesse boteco, a bebida enfim chega, mas o garçom revela que vai te servir em um copo de requeijão, já que os outros já estão todos sendo utilizados.O corinthiano retruca: "por favor, aqui é Corinthians!".

Finalizo dizendo que corinthiano não se cria.Se nasce, se vive.E não tem volta.

Se tem Corinthians, tem gente junto.E não é gente comum. É a massa, o povo. São os loucos.O bando de loucos. VAI, CORINTHIANS!

Obs: Mesmo estando ciente que dificilmente esse texto chegará a alguns dos jogadores, tenho um recado direto a vocês: não cobramos vitória. Cobramos empenho. Mas cá entre nós, imaginem a festa que vocês receberão se trouxerem o título...

2 de jul. de 2012

Experiência única



Segunda,25 de junho de 2012, 7h00


O dia começava com uma mensagem minha para o meu pai,após o jogo contra o Palmeiras:"Romarinho gênio".

A busca pela viagem começara um pouco antes,mas o ponto inicial foi esse.


Segunda, 25 de junho de 2012, 14h00

-Alô,pai?!

-Fala,Gu

-Eai?Não querendo ser muito chato,mas...e a viagem?

-Gu,estou fazendo o meu máximo,passei o final de semana inteiro ligando pra CVC...mas não sei se vai rolar...Estamos concorrendo com 11 mil pessoas,para 600 vagas...

-Quanto por cento de chance?

-Infelizmente em torno de 10%

-Ok pai...

Mesma segunda,25 de junho, 16h30

-Gu,boas notícias!Nossas chances aumentaram!

-O que??Como pai?

-Liguei para outra moça,que disse que estamos nessa...

-Portanto quarta-feira estaremos lá?

-70% Gu.

Algumas horas depois,segunda,25 de junho 19h00, meu pai me liga extasiado

-Gu,conseguimos!!!Vai rolar!

Entro em estado de euforia total,saio correndo pela casa gritando,emocionado.O sonho de qualquer corintiano,uma final de Libertadores contra o Boca Juniors, La Bombonera, iria se tornar realidade.

Semanas antes a busca pela passagem e pelo ingresso já começara,quando meu pai trocou alguns emails com os amigos que iriam juntos...

Em momento de desespero total,quando ninguém conseguia obter êxito,proclamou-se um verdadeiro "CADA UM POR SI",antes da confirmação da tão sonhada viagem.

Passou terça-feira,dia corrido,escola para mim,trabalho para o meu pai e para a turma...

Tentando me explicar ao professor o motivo de ter que faltar em pleno dia letivo com prova, parei pra pensar na maior loucura de minha vida...bate-volta,quarta faria check-in e quinta feira já estaria de volta a São Paulo.Preço quase o dobro de uma semana em Buenos Aires e por ai vai...

No aeroporto diversos meios de comunicação presentes,fomos abordados pela Globo,Sportv,etc...até eu fui entrevistado -com o nome trocado.


Chegou o momento então de conhecer os nossos colegas de viagem,pois era uma troca de emails,não nos conhecíamos pessoalmente ainda...

Vimos 3 homens gritando euforicamente em direção as câmeras."Pai,são eles!".E eram.

No nosso grupo a ilustre presença de Dan Stulbach,ator renomado da Globo,que mesmo podendo contar com alguns privilégios encarou a fila e a espera como todos que tentaram.


No avião,festa total,a aeromoça não conseguia completar uma palavra sem que um "Vai,Corinthians" fosse soltado.Corintianos transformaram um avião da Gol num dia de metrô cheio,em horário de ápice

Então,como todo procedimento de bordo, começou a falar inglês..."Inglês?!Aqui é Corinthians!"



Chegamos a Buenos Aires - sem fuso - as 6 da matina.

Nos deparamos com uma greve de caminhoneiros em plena final de Libertadores da América,que parava toda Buenos Aires.Envolvendo isso,dois fatos curiosos:um grupo de corintianos achando algo que não era, se enfiou ali no meio e começou a cantar "Aqui tem um bando de louco",enquanto em outro ponto,um pouco mais distante,corintianos visivelmente alterados discutiam com caminhoneiros vestidos de verde.

Almoçamos então numa,diga-se de passagem, excelente churrascaria,onde confraternizamos com um grupo de torcedores do River Plate e seguimos,atrasados,para o hotel rumo a Bombonera.


Veio então o primeiro acidente do percurso.Nosso ônibus,devidamente equipado com um grande adesivo escrito CVC,como se quisesse mostrar "tenho ingresso,venham pegar de mim",parou em uma praça esperando o sinal positivo da polícia para seguir o trajeto.

Quando nos deparamos com membros de diversas torcidas organizadas que viajaram,porém sem ingresso.Ao invés de uma festa conjunta para mandar forças positivas para quem ia representar a nação lá,criou-se um stress,afinal os Gaviões,talvez até justamente, não queriam perder a viagem.Tentaram portanto,de uma maneira ou outra,"capturar" as entradas mais importantes dos 101 anos de história do Corinthians.


Passado o pequeno acidente de percurso,chegamos enfim a La Bombonera,todos emocionados.Cinco barreiras foram ultrapassadas até chegar às catracas.Então o mais emocionante.As milhares de escadarias sendo percorridas por outros milhares de corintianos até chegar ao ponto que todos batalharam para conseguir:o temido estádio do Boca Juniors.

E,de pouquinho em pouquinho,foram chegando mais corintianos,com certeza ultrapassando o limite que era de 2.500 torcedores.



Nas restantes arquibancadas da Bombonera,o estádio ia se enchendo cada vez mais,até que faltando uns 15 minutos para o início do jogo,a arena (podemos chamar assim?É um estádio sujo,fedido,sem limpeza e não tão bonito quando está sem os torcedores) estava completamente lotada.

Então a emoção tomou conta de mim;deslumbrado com a situação,observava cada detalhe do que estava por vir.

O Corinthians enfim entrou em campo e a Fiel tentou "chamar" cada nome dos jogadores,como de costume nessa Libertadores,porém mal foi ouvida.

Início de jogo,time extremamente bem,seguro,provocador(Sheik que o diga).Primeiro tempo perfeito.

Intervalo,15 minutos de descanso e o Boca Juniors entrou mais ligado,com os xeneizes apoiando,como de praxe.

O gol então veio,aos 27 minutos.O estádio enlouqueceu.O tempo ia passando e nós,corintianos,íamos nos conformando com o resultado,porque no Pacaembu a história seria outra.

Então veio a campo Romarinho...meu pai,profeta, nos disse que ele estava iluminado e que ia fazer o gol da vitória.

Aconteceu.Golaço.Tranquilidade.Explosão da Fiel, e aí chegou o melhor momento da viagem:La Bombonera quieta,ouvindo-se enfim o Bando de Loucos.



E viagem terminou como se iniciou;mensagem do meu pai para minha madrasta,sua mulher:"Romarinho gênio".

11 de set. de 2011

Os líderes que não querem ser líderes

É a 5ª vez que acontece isso.

Corinthians perde,os que estão logo atrás tem a chance de virar líder,mas perdem.

Pode até ser chamada a "sorte de líder",para os corintianos,e os" clubes que não querem ser campeões",usada muito pela imprensa esportiva.

Mas enfim,o Corinthians foi visitar o Fluminense no Engenhão,e parou na excelente defesa do Fluminense.Os cariocas abriram o placar com Fred,e a partir dali passou a se recuar totalmente,como um time pequeno,digamos.No segundo tempo não agiu,assim como o Corinthians fez no primeiro.

São Paulo,Vasco e Botafogo tinham então a chance de assumir a liderança.O paulista encarou o Grêmio,no Olímpico,o Vasco foi visitar o Figueira e o Fogão foi até o Sul enfrentar o Coritiba.

Vasco aparentemente não jogou bem como de costume,e apenas empatou contra o Figueirense,1 a 1.

O Botafogo,apontado pelos jornalistas como o melhor futebol no momento levou um sacode do Coritiba.Limitado a se defender,o time carioca foi levando um gol atrás do outro e viu uma excelente chance de se aproximar ainda mais ir embora,já que ainda tem um jogo a menos que seus rivais.

Com todos esses jogos citados acima acontecendo as 16h00,o São Paulo já tinha o conhecimento que precisava apenas vencer para se tornar líder.Que mais uma vez não o fez.Porque parou no caldeirão do Olímpico e na falta de criatividade ofensiva.

Sorte,ou melhor,eficiência do Fluminense que se aproximou ainda mais do G4 e entra na briga pelo título.

Acaba-se assim o episódio dos "Líderes que não querem ser Líderes" que com certeza terá uma reprise num futuro breve.Podem apostar.

15 de ago. de 2011

A "*inconstabilidade" do Brasileirão

*palavras do vocabulário de Tite,da mesma língua da treinabilidade.

10 jogos.9 vitórias e 1 empate.Começou assim o Campeonato Brasileiro para o Corinthians.

Parecia sonho.Mas era o início do Timão no campeonato.

Porém chegou a primeira derrota.E a boa fase acabou.

Mesmo que jogando um futebol parecido com o que havia começado o Brasileirão,o Corinthians conseguiu vencer apenas uma partida nos últimos 6 jogos.A sorte e a eficiência dos primeiros jogos pareciam ter acabado.

Talvez a sorte,porque a forma de jogar é a mesma:partindo pra cima,principalmente no primeiro tempo e no segundo tempo se defendendo com o placar a seu favor.Nas primeiras rodadas com eficiência.Nas seguintes,essa eficiência defensiva parecia ter acabado.

Pode até ser pela entrada de Renan no gol,que não foi bem em suas partidas,mas Júlio César voltou contra o Ceará,e mesmo que seguro,levou 2 gols.

E o Corinthians voltou a realidade:derrota ou empate fora de casa,às vezes vitória e empate ou vitória dentro de casa,às vezes uma derrota.

Espero que eu esteja errado em relação a isso.E que a excelente fase volte.

Mas uma coisa os números por si comprovam:o Coringão ainda é líder,mesmo depois dessa "inconstabilidade".


3 de fev. de 2011

Desabafo(parte 3)


5 anos de blog.

3 eliminações,sempre precoces do Corinthians na Libertadores.

Em 2006,quando saiu fora para o River Plate.

Em 2010,quando fiz esse post emocionado(AQUI).

E agora em 2011.

Três eliminações muito diferentes.

A primeira, contra o time argentino, vinha seguido de um título brasileiro. Possuíam um ótimo time, mas caíram por alguns erros individuais.

No ano passado a que eu me orgulhei. Orgulhei de ser eliminado como fui, do jeito que eu fui, do modo como terminou. Os jogadores davam raça em campo ,disputavam todas as bolas possíveis.

Esse ano eu, realmente, não sei o que aconteceu. A base era quase a mesma, mas a exemplar dedicação não aconteceu. Exceto, como sempre, o dedicadíssimo Jorge Henrique, que busca todas as bolas, apesar de não ter a melhor das qualidades técnicas.

Neste momento não existem palavras para descrever a atual situação.

Mas vou repetir o que disse quando o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo.

Novamente,não há um culpado. Um ganha, todos ganham.Um perde, todos perdem.

Agora não me venham com essa de que a culpa é de Ronaldo, de Tite, de Ramírez.

Não é. Ramírez, aliás, foi expulso porque entrou com sangue nos olhos. Determinado a vencer.Certo que houve falta de experiência, mas ele foi com vontade de ganhar.

Diferente dos outros, que não jogaram como Corinthians.

Não representaram o manto.

E mais uma vez, percebemos que Libertadores e Corinthians não combinam.

O ano segue.

Mas não vejo mais clima para uma continuidade de trabalho de qualquer jogador ou profissional.

Resta esperar.

31 de jan. de 2011

A formação ideal para o jogo do ano

Nesta quarta o Corinthians decide sua vida em 2011.

Enfrentará o Tolima,dependendo de um empate com gols ou de uma vitória para se classificar para a fase de grupos da Libertadores.

Em minha opinião,essa deveria ser a escalação pra começar a partida.


Começo com Chicão e Wallace,que é um ótimo defensor e pode ajudar lá na frente nas bolas paradas.

Alessandro e Roberto Carlos nas laterais e Ralf como o volante que tem como função cobrir os avanços dos laterais e as eventuais falhas dos meio-campistas.

Paulinho e Jucilei fazem os volantes um pouco mais avançados,subindo e ajudando a marcar,já que os dois tem habilidade para tal.

E no meio-campo Danilo,por ter mais experiência que Bruno César.

Na frente Jorge Henrique/Dentinho e Ronaldo.

Em caso extrema necessidade de gols durante a partida,substituiria no segundo tempo Danilo por Dentinho/Jorge Henrique e Ramírez por Paulinho.

Assim Ramírez,que fez uma ótima atuação no jogo contra o São Bernardo, iria para o meio,Dentinho para a ponta direita,Jorge Henrique para a ponta esquerda e Ronaldo como centro-avante.

Minha única dúvida é entre Dentinho e Jorge Henrique.

Dessa maneira eu acredito que o Corinthians,se apresentar um bom futebol,passará da pré-Libertadores.

5 de dez. de 2010

Maior que isso tudo