"NENHUM PASSO PARA TRÁS!"

Os protestos vêm tomando conta do Brasil. Confira minha opinião.

A FALTA DA VOZ

A torcida do São Paulo, em meio ao ruim desempenho da equipe, pede a volta de Muriciy.

A SELEÇÃO QUE PRECISAMOS

Saiba a minha opinião a respeito dos 11 titulares da Seleção Brasileira.

ESTRELA DE CAMPEÃO

A defesa de Victor foi a maior prova de que o Atlético está no caminho certo para o título.

A POESIA DE NEYMAR

Neymar se despediu ontem do Santos para assinar contrato com o Barcelona.

31 de mai. de 2013

Estrela de campeão


(leia imaginando que um narrador de rádio é quem está proferindo as seguintes frases)

"Quarenta e seis do segundo tempo.

O Galo vai se garantindo na semi-final da Libertadores. O Atlético-Mineiro vai poder, enfim, soltar o grito que está entalado lá dentro. O jogo foi tenso, acirrado, mas a equipe mineira arrancou o empate que já é suficiente para a classificação.

Mas ainda faltam dois minutos. Bola enfiada na área... opa, peraí! O juiz assinala pênalti em cima do jogador do Tijuana! O zagueiro atropelou seu adversário! Não há nem margem para discussão: a falta foi claríssima!! PÊNALTI DECISIVO PARA O TIJUANA!!

A torcida se cala no Estádio Independência... a eliminação está muito, mas muito, próxima! Basta para a equipe mexicana converter o penal que ela se garante nas semi-finais. O desespero toma conta dos 20 mil presentes.

Riascos contra Victor; Victor contra Riascos. O juiz apitou. Partiu para a bola o atacante, chutou... "

O resto da história vocês já sabem.

Parabéns, Atlético, pela bonita hístória que vai se desenhando durante a Libertadores de 2013. O time, assim como o Corinthians em 2012, possui estrela.

Depois do que aconteceu ontem, o título dificilmente sairá de suas mãos. Podem ir se preparando: daqui alguns meses o grito de campeão será ecoado.

26 de mai. de 2013

A poesia de Neymar


Foi muito bom enquanto durou.

E, graças a você, Neymar, muita coisa mudou: os dribles tomaram conta do Brasil, como no passado, quando tínhamos Garrincha; a alegria em um time de futebol foi resgatada, como Ronaldinho fizera mais cedo; voltamos, depois de tantas tentativas frustradas, a assistir um grande craque, tal qual foi Pelé, jogando em nosso país.

E mais do que isso, você foi o responsável por muita diversão e muitos sorrisos no rosto de qualquer amante do futebol. No entanto, você foi, ao mesmo tempo, o cara que causou ódio e inveja em tantos outros.

Mas essa inveja não foi por pouca coisa, não. Ela foi gerada porque queriam te ver no seu clube. Como sofriam em suas mãos, tentavam diminuir suas qualidades, raras e invejáveis.

Criticaram, colocaram defeitos - que de fato existiam -, mas, no fundo, só queriam ter você ao lado.

Hoje você saiu. E amanhã, todas essas críticas irão embora. Você será, enfim, reverenciado e aplaudido como sempre mereceu. Dessa vez, não só pela torcida do Santos, mas por todo o Brasil.

Hoje, Neymar, você partirá imaturo. Mas voltará com outra cabeça.

Sairá feliz. Retornará extasiado, cheio de histórias pra contar.

Fará falta. Mas ficaremos feliz por, enfim, poder torcer, declaradamente, pelo seu futebol.

E se por acaso você parar pra pensar nisso, lembre-se: sua decisão foi acertada.

Vá, Neymar! Mas, por favor, volte, como você mesmo escreveu emocionado no espelho do vestiário na Vila Belmiro. Volte, e, dessa vez, melhor do mundo. Lembrando o que escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade, craque das palavras, "vai, Neymar, ser gauche na vida".

22 de mai. de 2013

O sério futebol de brincadeira


(texto originalmente publicado no Blog do Torcedor, do GloboEsporte.com. Aqui o link: http://globoesporte.globo.com/sp/torcedor-corinthians/platb/2013/05/22/cartola-fc-1-a-liga-do-blog-e-apresentacao-do-cartoleiro/)

Já é tradição: o Brasileirão tem seu início, as especulações sobre as possíveis transferências aumentam, mas a principal distração vem do Cartola FC.

Para quem não sabe, o fantasy faz com que você se torne o técnico de uma equipe de futebol. Nesse time o administrador tem o direito de comprar jogadores de qualquer outro time pertencentes à Serie A e juntá-los sob a mesma custódia – no caso, a sua. No final de cada rodada, confere-se os pontos obtidos por cada integrante de sua equipe de acordo com o seu desempenho na vida real e esses pontos são somados para que se obtenha um placar final. O jogo vai se desenrolando a cada rodada e seu time pode se valorizar, em caso de bons resultados, ou perder dinheiro, caso as coisas estejam indo de mal a pior.

Então, para quem está pensando em começar ou até mesmo para quem já é experiente, seguem importantes dicas para pegar o jeito da coisa:

- Procure sempre o bom e barato. As vezes esses jogadores podem render muito mais pontos do que os craques renomados – e que, portanto, são caros.

- Sempre escale seu time de acordo com o atual desempenho do atleta na vida real. Se o jogador x está em uma boa fase, não deixe de colocá-lo no seu time!

- Nunca esqueça de verificar contra quem o time de seu jogador está atuando e se é dentro ou fora de casa. Por exemplo: se você quer um atacante que tenha tendência a marcar gols na rodada, escolha um que está jogando como mandante, já que, nesse caso, a equipe com a torcida a favor sempre – ou quase sempre – ataca mais. No caso da escolha de um defensor ou de um goleiro, pense que sua equipe, ao jogar fora de casa, receberá mais perigo e eles serão, portanto, mais exigidos.

-Por fim, escale seu time em todas as rodadas. Se você quer de fato obter uma boa pontuação geral e, por ventura, ganhar prêmios, é necessário não deixar seu time na mão.

No começo pode parecer meio complicado, mas depois você vai pegando o jeito. 

Aproveite o Cartola FC porque ele é de fato muito divertido, mas não deixe de torcer para o seu clube de coração, hein?!

20 de mai. de 2013

Justiça seja feita


É muito aliviante saber que ainda existe justiça no futebol. Por mais que a injustiça seja, em muitas vezes, mais frequente no futebol, entender que o mérito existe é algo gratificante.

É bom saber que existem equipes que são derrotadas, eliminadas, mas que não perdem a motivação.

É incrível saber que existe um time que, mesmo eliminado, não perde a elegância e não é desleal.

É impressionante ver uma equipe, com a mesma base por um grande período, conquistar 3 títulos a cada 8 meses, em média.

É esplêndido perceber que existe um elenco no Brasil no qual a união estabelece-se como seu maior trunfo.

É aliviante, é bom, é incrível, é impressionante, é esplêndido saber que quatro dias depois da injusta eliminação, o Corinthians foi campeão paulista.

Parabéns Tite e companhia, pelo extraordinário trabalho nessa equipe que hoje é referência mundial.


16 de mai. de 2013

Nunca serão!



O Corinthians cresceu, amadureceu. Hoje é referência em diversos aspectos, tanto dentro quanto fora de campo. Mas nessa infeliz noite, foi eliminado. Mesmo assim, não foi nada capaz de mudar seu desenvolvimento. O Timão está em uma crescente, está mudado.

Já a torcida não. Essa continua a mesmíssima de sempre.

Aos 48 do segundo tempo, o jogo teve seu fim e a torcida viu a eliminação ser concretizada. O que se esperar de uma equipe comum? Barbada: vaias, xingamentos, ameaças, etc...

Agora repense sua pergunta: o que se esperar da torcida do Corinthians?

Isso chega até a ser óbvio... esqueceram que nessa República a coisa é diferente. Os que deviam estar chorando, cantaram. Aqueles que em tese estariam exigindo providências, aplaudiram.

A festa foi igualmente proporcional nas vitórias costumeiras do ano passado e nessa derrota de 2013. Pra quem não sabia o que estava acontecendo no Paulo Machado de Carvalho, era plausível imaginar que a equipe tinha sido campeã.

E, na realidade, a Fiel não fez mais do que justificar seu nome e acompanhou o time. Como sempre ocorreu, eles caíram juntos, foram eliminados, ganharam títulos e, hoje, perderam juntos.


Acontece que essa torcida é fora do normal. É rara, é única, é especial. 

Não gostaria de privar somente alguns leitores do blog, mas isso se torna necessário nessa ocasião: só quem é Corinthians sabe o sentimento de torcer enlouquecidamente por algum time.

Os erros de arbitragem? Apesar de terem influenciado o placar, pouco importam. A festa que o bando de loucos fez ontem é pra fazer com que os rivais repensem suas atitudes como torcedor.

Mas por mais que tentem e até se aproximem dessa fanática torcida, o meu recado é um só: nunca, jamais serão!

13 de mai. de 2013

O peso nas costas de Ronaldinho Gaúcho - e ele aguenta


Chegado o momento da convocação para a Copa das Confederações, é necessário refletir.

Já fomos a melhor seleção do mundo - hoje, ocupamos a 19° posição do ranking da FIFA. Não jogamos como jogávamos, não vencemos como vencíamos e, infelizmente, essa é a nossa dura realidade.

Mas a Copa do Mundo está aí. Nesse mesmo mês, daqui um ano, estaremos em fase final para o início da competição. Então, se a seleção está assim nesse momento, assim será em 2014. Não há mais tempo para qualquer tipo de mudança.

Embora sem contar com uma seleção digna do que o Brasil merece, podemos melhorar a situação e brigar pelo título. A começar pela convocação de amanhã, que certamente definirá o futuro de muitos jogadores.

Pense comigo: hoje somos dependentes de Neymar na seleção. É incabível colocar esse tipo de responsabilidade nas costas de um garoto de 21 anos. Uma Copa do Mundo, a menos que você seja o Pelé, não foi criada para ser resolvida por um garoto com tanta imaturidade.

Por isso, é de extrema importância que algum medalhão seja convocado. Mais do que estar na lista, ele tem que estar presente nos 11 titulares.

Esse nome pra mim está muito claro: Ronaldinho Gaúcho.

Se for para colocar a responsabilidade em alguém, que seja nele. Seu futebol na seleção é, sim, hoje, discutível, mas ele é craque de bola. Não existe comparação entre Ronaldinho e o Neymar, o Ganso, Lucas, qualquer um. O R10 é único. Quando de fato joga, transborda futebol.

E se ele ainda não apareceu tanto na seleção, tenho certeza de que esse será o momento. Ele nunca se viu em uma situação onde ele era o principal responsável. Lidará com isso pela primeira vez e não tenho dúvida que corresponderá.

Basta implantar na seleção o modo de jogar no qual ele é referência: a alegria. Com o time contente, jogando com o tesão que esses torneios merecem, será muito difícil nos conter. Nosso diferencial sempre foi esse, então por que parar agora?

Existe um nome capaz de levar o título para a Seleção. Tirem o peso das costas de Neymar e ponham em Ronaldinho Gaúcho. Ele sabe o que faz.


OBS: Contrariando todas as minhas expectativas, o Felipão não chamou o Ronaldinho. Alguns não acharam uma surpresa. Eu achei burrice. Começamos mal.

10 de mai. de 2013

Pelo bem do futebol brasileiro


Já vim aqui criticar o São Paulo em alguns posts.

Hoje seria o dia de mais uma crítica, essa a maior de todas.

Mas não.

Dessa vez, prefiro reverenciar e elogiar a equipe do Atlético Mineiro, que está dando show na Libertadores.

Provavelmente tem o futebol mais bonito do Brasil e, sem sombra de duvida, o mais ofensivo. É uma equipe MUITO veloz e extremamente difícil de ser vencida.

É fato que o Corinthians é o campeão mundial, mas os demais rivais estão no momento de tentativa de equiparar o futebol dos mineiros. Hoje em dia, é a equipe a ser batida.

Mas para que tudo se concretize, o Galo tem que ultrapassar o maior dos adversários: ele próprio.

Em primeiro lugar, os atleticanos não podem cair na soberba - o que seria normal depois de uma goleada como o 4 x 1 de quarta-feira passada. Fora isso, ainda têm que vencer a fama de "amarelões".

O primeiro passo já foi dado, e com louvor. Resta saber se haverá continuidade no trabalho e se eles não se perderão no meio do caminho.

Quem sabe, com o exemplo do Atlético, resgatamos o futebol arte na seleção brasileira. Se essa equipe for vencedora de títulos, deixará mais claro que o melhor futebol sempre prevalece.

Portanto, a torcida de qualquer brasileiro - que não o seu clube, obviamente -, deveria ser pelo time comandado por Cuca. Por um futebol mais bonito, mais ofensivo, mais brasileiro, Atlético campeão! E sem medo de ser feliz!

6 de mai. de 2013

Novos ares para o São Paulo


Eu sei que vai parecer parcial, vai ter gente que não vai gostar, vai chiar, mas tudo bem. Depois eu assumo as consequências.

Existem dois personagens no mundo do futebol dos quais tenho pouca simpatia. Torço contra sempre, me irritam, e faço questão de que percam. Pode ser maldade, mas não vou ser hipócrita e dizer que não penso dessa maneira.

Os dois são do São Paulo - por isso o motivo de pensarem na parcialidade. Mas sem pudores, vou dizer: são eles o Rogério Ceni e o Luis Fabiano.

Há que se respeitar a trajetória do goleiro no São Paulo. Não é qualquer um que fica tantos anos na equipe, e isso todos têm que admirar. No entanto, me desagrada a forma que ele se porta dentro e fora de campo.

Se tem uma brecha, ele reclama. Faz escândalo e, se erra, não admite a derrota. Pensa ser melhor do que seus companheiros de campo, causa intrigas com o técnico, quer escalar o time. Posso, sim, estar julgando errado, mas, em outras palavras, penso que ele é muito metido.

Seu companheiro Luis Fabiano não fica atrás. Reclama muito, joga sujo, fora o fato de sumir em partidas importantes - mas no contexto em que digo tudo isso, não é muito correto citar esse tópico.

Ontem o primeiro se adiantou na cobrança de pênalti e o segundo perdeu o penal. Não entendi a adiantada muito exagerada do Ceni, mas acontece. Normal.

Mesmo assim, me incomodou muito - novamente -, a ironia dos dois após o final da partida. Ambos saíram para reclamar com o juiz, como de costume, em represália ao seu trabalho. Por que ao invés de xingarem, Ceni não defendeu o pênalti de forma legal e Luis Fabiano não converteu o seu?

Antes de mais nada, está na hora do São Paulo rever seu contrato com o atacante. Ele pouco produz e de importante na história do clube, não tem nada. Se ganhou, não teve nenhuma participação muito importante na trajetória - função para qual ele foi contratado.

Quanto ao Ceni, aposentadoria já seria uma boa. Não pelos motivos citados acima, mas penso que um cargo na diretoria lhe caberia melhor. Se referindo ao time como "vocês" e não como "nós", não é isso que ele tanto quer?

O São Paulo precisa respirar novos ares. Os dois citados acima fazem, sim, parte da história são-paulina. Mas por que não começar outra, de uma forma diferente e com pessoas um pouco mais dignas quanto ao comportamento?

4 de mai. de 2013

De futebol e marxismo


Se tem alguma coisa que é capaz de acabar com diferenças sociais, étnicas, discernir ideais políticos e jogá-los no lixo, esse é o esporte.

Mais do que isso, ele é o grande responsável pela felicidade de muita gente. Sem ele, muitos perderiam esperança e até a graça de viver. É legítimo: hoje ele está, como sempre esteve, no cotidiano de todo mundo.

A variedade de modalidades é gigante. Temos esportes com bola, com bola pequena, grande, quase que invisível, temos sem ela, com luvas, etc. Portanto, pra você que é admirador, não há do que reclamar. A qualquer momento do dia, é possível sentar e apreciar o que o esporte fornece.

No entanto, existe uma modalidade que se destaca e é prioridade no mundo inteiro: o futebol. Não adianta discutir, elaborar ideias - mesmo que dignas e com bons argumentos - de que existe esporte mais apaixonante do que o jogado com a bola nos pés.

Duvido alguém me apresentar algum esporte em que o equilíbrio seja tão grande, mas tão grande, a ponto de deixar quase iguais as chances nas disputas entre equipes com supostas grandes diferenças técnicas.

O caso do Palmeiras deixa tudo mais explícito: a equipe, mesmo estando na segunda divisão, tem boas chances de passar de fase na Libertadores. Isso tudo ao mesmo tempo que foi eliminado no Paulistão e passa por uma crise, já que não está na elite do futebol brasileiro.

No entanto, ao pensar na trajetória do Verdão na competição, ninguém ousa afirmar que eles não são capazes de seguir adiante; muito pelo contrário: eles possuem inclusive mais chance que Corinthians e São Paulo, ambos pertencentes à primeira divisão.

E qual é a explicação para tudo isso? Não existe. É o futebol.

É o esporte que possibilita o sucesso repentino e o fracasso logo em seguida. As equipes não têm muito tempo para desfrutar de suas glórias, pois depois já estarão concentrados na próxima partida - que pode também ser decisiva.

Hoje, o Corinthians é campeão mundial. Amanhã pode ser eliminado no Paulistão e na quarta seguinte, da Libertadores.

E que os outros esportes sintam inveja, porque só o futebol proporciona coisas como essa.

Isso tudo é pensado em você, torcedor. É para que o seu time, mesmo em má fase, possa se recuperar - e você, voltar a sorrir.

Parabéns futebol, por estar há mais de 100 anos mobilizando o mundo.

E por que escrevi esse texto? Porque amanhã é aniversário do Karl Marx.

O que isso tem a ver? Nada.

Mas o blog é meu, então vez ou outra escrevo algo que muita gente pode achar bobagem, mas não é - como o futebol.

29 de abr. de 2013

O segredo do sucesso



Muitos dizem não entender a real fórmula do atual sucesso do Corinthians. Pois deveria ser de conhecimento geral que ele nasceu do sucesso de dois personagens: a Diretoria de Marketing e o Ronaldo Fenômeno.

Embora muitos achem que não, o próprio fato de ter caído para a segunda divisão já impulsionou a equipe. A partir dali, mantras como "Nunca vou te abandonar", a camisa roxa, dentre outras ações, foram determinantes para o sucesso da equipe.

Alguns anos depois da queda e da aplicação dos itens citados acima, Ronaldo chegou ao Corinthians. Consideraram apenas uma ação de marketing - e de fato a ideia foi essa - mas ele mostrou ser mais do que isso.

No entanto, a equipe cresceu muito em termos de visibilidade e mais jogadores passaram a querer vestir a camisa do Timão. A partir daí, o restante do percurso já virou história: o Corinthians se tornou campeão mundial.

Onde quero chegar com tudo isso? Simples.

O marketing é, hoje em dia, fundamental para o sucesso de qualquer equipe. Vide o exemplo do Santos: não tenho dúvida de que, quando chegar o momento do Neymar deixar o Brasil, a equipe alvinegra certamente sofrerá um bocado.

O contexto em que digo tudo isso toma forma na equipe do São Paulo. Ontem o time tricolor deu um gigante tiro no pé ao colocar em seus jogadores uma camisa inteira vermelha, quase rosa.


A fama da equipe - muitas vezes ou quase sempre de mau gosto e preconceituosa - é sabida por todos, então por que incentivar essa piada? Melhor: pra quê?

O tri-campeão mundial já foi ultrapassado pelo Corinthians nos ganhos financeiros faz anos, e se nada mudar, sofrerá com isso por bastante tempo. 

O momento de explorar a imagem do Lucas, por exemplo, já passou. Se a equipe voltar a ganhar títulos nesse ano, a fraca diretoria comandada por Juvenal Juvêncio tem que tirar proveito da situação - algo que não vimos nas últimas conquistas. 

É o caso, ao menos fora de campo, de beber um pouco da experiência corintiana.

25 de abr. de 2013

A força da torcida brasileira - só que ao contrário


Ontem, na partida do Brasil, chegamos a uma situação no mínimo muito incômoda: Neymar, nossa maior esperança pra Copa, foi xingado, ao mesmo tempo que os jogadores sofreram com o "olé" que partiu da própria torcida brasileira.

Você, torcedor canarinho, com certeza deve estar insatisfeito com a equipe - que de fato não rende o esperado -, mas pense comigo: será que não é a hora de apoiar? Faltando cerca de 2 meses para a Copa das Confederações e com um time ainda não formado, não seria melhor mostrarmos que estamos juntos para batalhar por essa primeira conquista, atalho para 2014?

O que se viu ontem foi muito inapropriado. Não é de hoje que a seleção brasileira convive com pressão da torcida nos jogos realizados no Brasil e talvez por causa disso não consiga resultados.

As reclamações são, sim, válidas - afinal eles são, supostamente, os melhores do país pentacampeão - mas é necessário que se tenha um limite. Para qualquer jogador, ouvir as vaias de ontem deve ter sido um momento muito infeliz.

Os críticos argumentam que talvez possa sentir de incentivo para a seleção jogar mais. Penso eu: não é melhor incentivar com gritos a favor de nosso país? Cobrem raça, dedicação - nós temos esse direito -, mas reverenciar o adversário é o cúmulo do cúmulo.

Estamos em uma situação tão delicada que é cabível dizer que jogaremos quase como visitantes nas Copa das Confederações e do Mundo.

O primeiro pensamento de qualquer um no momento que ouviu que o Brasil sediaria essa competição foi um só: "teremos uma grande festa!" - fora, claro, as gigantescas contestações de nossa população muito patriota (só que ao contrário).

Hoje em dia é quase um martírio representar a Seleção Nacional; se xingam até Neymar, o que dirão de personagens como Marcos Rocha, Leandro, dentre outros?

Meu recado é claro: se você vai ao estádio, apoie. Se não, você tem todo o direito de criticar - mas em casa, nas redes sociais.

Vamos aproveitar esse privilégio que teremos ao sediar uma Copa do Mundo! Estamos no caminho contrário. Sem a torcida, a chance de fracassar cresce muito.

Incentive, torcedor! Seu apoio é FUNDAMENTAL. Mais até do que nosso jogador de moicano, VOCÊ pode fazer a diferença!

Por fim, que tenhamos mais momentos como esse de Belém (que foi injustamente sacado da Copa) nas partidas do Brasil:

24 de abr. de 2013

Nova era


Fiquei pensando por um tempo em alguma justificativa para vir aqui e explicar o motivo dessas históricas goleadas sofridas pelo Barça e pelo Real.

Supus uma possível falta de adversários fortes para que as equipes fossem testadas, possíveis problemas de elenco, a má fase de determinados atletas, o fato de terem jogado fora de casa, erros de arbitragem, dentre outros fatores. Tudo em vão.

O fato é que as equipes alemãs - sobretudo essas duas semi-finalistas - ultrapassaram as espanholas.

Barcelona e Real Madrid possuem, certamente, muito mais dinheiro e infra-estrutura do que Bayern e Borussia. Aí entra o ponto que citei em um de meus textos de umas semanas atrás: isso não é tudo.

É certo que as equipes alemãs possuem muito mais dinheiro do que muitas de suas rivais, mas não é por isso que estão brilhando. Ambas são MUITO organizadas, possuem um bom treinador, estudioso, e, aparentemente, não apresentam problemas com as estrelas.

O Real muito possivelmente deve ter briga de egos. Afinal, não é em qualquer elenco que se tem Kaká no banco de reservas, por exemplo.

Lewandovski, o autor dos 4 gols alemães na partida de hoje, vale cerca de 6 milhões de euros. Para situar vocês, o Wesley, que agora está no Palmeiras, vale 8 milhões. Em suma: será que dinheiro é tudo isso? Resolve absolutamente tudo? Não - nem no mundo fora do futebol.

Muito possivelmente Wembley receberá, em maio, duas equipes alemãs para disputar a final. Não veremos, portanto, o tão sonhado clássico espanhol na finalíssima.

A Champions League, as TVs, todos perderão dinheiro com isso. No entanto, terão de se adaptar a esse novo cenário. Outras equipes que não Barcelona estão crescendo e isso não é de hoje. Os merengues e os catalães não são mais as equipes a serem batidas. Por ora, o melhor futebol do mundo é o alemão.

Mesmo que uma das equipes virem o placar - o que é bem difícil -, é fato que estamos no início de uma nova era - e que, a princípio, promete dominar a Europa por um bom tempo...

22 de abr. de 2013

Muita água passou debaixo da ponte


Aquela sensação de que você já viu isso antes...

E, na realidade, viu mesmo!

Mal sabia você, corinthiano, que dali a exato um ano o Timão estaria jogando contra essa mesma equipe, a Ponte Preta - mas agora, campeã mundial.

Quem imaginava? Quando o Julio Cesar levou aquele frangaço, alguém imaginou o que estaria acontecendo um ano depois?

Agora, se reencontraram. Muita coisa mudou.

Na verdade, pouca: a fórmula é a mesma, o treinador é o mesmo, a diretoria é a mesma. Mas agora essa equipe é dona do mundo. 

Já faz tempo, eu sei. Mas pra quem é supersticioso, existe sinal melhor do que rever essa equipe, mesmo que com derrota?

Você, corinthiano, consegue pensar em outra coisa?

Duvido.

18 de abr. de 2013

O mata-mata é outro campeonato


Foi bacana, foi importante, foi animador. Parabenizo o São Paulo e acho que um time dessa grandeza tinha mesmo que se classificar - e mostrou isso na partida de ontem.

Penso ainda que o tricampeão da Libertadores eliminará o Atlético Mineiro nas oitavas e causará problemas para as equipes rivais durante a competição.

Mas são-paulino, que você me perdoe; embora tenha sido uma bonita partida e um dos jogos mais importantes dos últimos tempos devido as circunstâncias, foi APENAS uma classificação. Na realidade, não passava de uma obrigação.

O fato de ter se classificado em último das 16 equipes que passaram de fase é algo de se preocupar, e não comemorar. A maioria das equipes brasileiras havia se classificado algumas rodadas antes e a equipe tricolor passou apuros em um grupo, diga-se de passagem, muito fácil.

Agora é hora de sentar e analisar o que aconteceu de errado. Afinal não é normal uma equipe repleta de craques beirar a eliminação. 

Mas volto a dizer: o mata-mata é outro campeonato. Uma coisa é você sofrer perigo na fase de grupos; e outra, totalmente diferente, é disputar as oitavas, quartas, etc...

A partir daí enfim será a hora do São Paulo mostrar para que de fato veio. Como bem resume o ditado, "serão separados os homens dos meninos".

E ao falar dessa equipe na Libertadores, todos concordamos que ele apresenta um gigantesco perigo... se cuide, Atlético!

17 de abr. de 2013

A longa noite tricolor


São Paulo,

chegou o dia... e o recado é claro:

O que fará a diferença hoje é a vontade. A equipe tricolor pode, sim, ser inferior tecnicamente ao Atlético Mineiro. Mas quando a garra sobrenatural entra em campo, as "desigualdades" deixam de existir.

Torcedores,

orem, façam mandinga, acreditem na superstição e mais importante: não deixem de apoiar. Hoje talvez seja o jogo mais importante dos últimos tempos.

Jogadores,

incorporem o jeito Corinthians de não desistir; encarnem a tradição que o Palmeiras possui; tragam junto a si a ousadia do Santos.

Na realidade, é simples: sejam São Paulo. O resto é consequência.

14 de abr. de 2013

Sigam o exemplo do campeão mundial


Um elenco repleto de estrelas deve ter, sem dúvida alguma, problemas de relacionamento.

Na teoria, essa tese é dada como certa em quase todos os casos. No entanto, Tite faz com que ela não migre para a prática.

Chega a ser impressionante a forma que o treinador do Corinthians comanda seus atletas. Ao mesmo tempo que ele barra alguns medalhões, não deixa com que o clima se perca dentro dos vestiários.

Extremamente respeitado pelos seus jogadores, Tite sempre prega o merecimento. Quem estiver em melhor fase técnica, jogará. Não importa se você seria titular em qualquer equipe do mundo; se você não mostrar bom desempenho, não fará parte dos 11 do time alvinegro.

Parece simples, mas não é. O São Paulo, por exemplo, vive uma fase conturbada justamente por esse "estrelismo" apresentado pelos jogadores de Ney Franco.

Hoje, contra o Linense, o comandante do Corinthians deixou Alexandre Pato e Chicão no banco. O resultado foi a derrota, quem sabe em decorrência da falta do camisa 7, mas ninguém ousou contestar. O respeito é mútuo e a confiança em seu trabalho é geral - tanto nas arquibancadas quanto dentro de campo.

No entanto o sucesso não é de hoje. O Corinthians colhe frutos com o Tite por méritos da diretoria. Em 2011 o Timão foi eliminado na Pré-Libertadores, mas quebrou paradigmas e o treinador foi mantido no comando.

Não tenho dúvida de que, em caso de eliminação são-paulina na quarta, Ney será demitido sem pensar duas vezes. Dessa maneira, fica complicado dar sequência ao trabalho. O novo treinador chegará, errará - assim como qualquer ser humano - e será novamente demitido. E assim sucessivamente.

Se as diretorias não se mexerem e mudarem seus ideais, as equipes não avançarão. E tem exemplo mais forte do que o atual campeão mundial?

11 de abr. de 2013

A arte de torcer


Torcida de verdade só quem frequenta estádio sabe como é.

Nem todo jogo ela lotará a arquibancada. No entanto, quando encher, apoiará.

Ela vai protestar quando for necessário, no caso de derrotas. Mas, no jogo seguinte, vai incentivar os 90 minutos, unidos à imensa vontade de seus jogadores dentro de campo.

A equipe pode estar em precárias condições, mas ela vai acreditar, até o final.

Ela ainda vai se iludir ao dizer que a equipe pode ser campeã; no fundo, ela sabe que as chances são mínimas. Mas esse é o papel de um torcedor de verdade.

Ele é aquele que vai ao estádio e se difere do que assiste no sofá. Ambos são torcedores legítimos, sem dúvida, mas a atmosfera é outra.

Ao redor do estádio, você sente o que está acontecendo. É a emoção que só o futebol proporciona e só o torcedor que está lá reconhece.

Quem é torcedor de frequentar os campos sabe do que se trata, é uma sensação indizível. Não preciso explicar com detalhes de quem (e do que) estou falando - eles têm plena noção.

A festa hoje foi sensacional, brilhante como uma esmeralda, feliz como toda liberdade - e para bons entendedores, meia palavra basta. Parabéns!

10 de abr. de 2013

A vitória do grande Casão



Sabe aquela festa na qual você tem certeza que terá acesso restrito a muitas coisas, enfrentará filas, tumulto e confusão - mas tem convicção que no final terá valido a pena?

Pois é... fui conferir o lançamento do livro do Casagrande ontem à noite, na Livraria Cultura da Avenida Paulista.

Como previ anteriormente, havia muita gente e muito tumulto. A fila para pegar o autógrafo era gigantesca e beirava o insuportável esperar ali por, no mínimo, 2 horas.

Passaram-se alguns minutos, descobri a parte dos jornalistas e lá me infiltrei. Sem ser percebido, fiquei ali no cantinho observando e fazendo minhas anotações. Enquanto isso, o ex-jogador assinava seguidos livros em um movimento quase que exaustivo.

Os famosos foram chegando e eu fui me aproximando. Galvão Bueno, Caio Ribeiro, Milton Leite, Leonardo Gaciba e os ex-jogadores Zé Maria, Wladimir e Ataliba foram algumas das estrelas que compareceram ao evento.



Mais para o final da noite de autógrafos, magnífica homenagem à coragem de um ídolo de se expor, sem medo do preconceito, consegui, de quebra, entrevistar um ex-juiz da Fifa e divulguei meu blog para alguns jornalistas como José Trajano (quem sabe ele não está lendo esse texto...).

Ali no meio da confusão, presenciei várias entrevistas - nas quais Casagrande era comparado com Sheik, Pato, etc... Com o detalhe, não custa lembrar, que nenhum deles teve trajetória corajosa como a do Casão, que jogou muita bola, criou a Democracia Corintiana junto com o Sócrates e, recentemente, se afundou nas drogas para renascer numa clínica com o apoio de amigos e da família, caminho que ele agora contou no livro.

Esperei até o final para tentar conversar com a estrela da noite, mas foi impossível. Mesmo assim, só o fato de estar ali presente foi algo muito bacana. De algum modo prestei minha homenagem ao antigo camisa 9 do Corinthians e da seleção, assim como os mais de 2 mil presentes.

Eu e o Guilherme Simões, amigo e companheiro, saímos recompensados da Livraria Cultura. Foi como se aprendêssemos alguma coisa com a bela história de Casagrande.

8 de abr. de 2013

100% de chances de você ler esse texto


No Brasileirão de 2009, o Fluminense, lá pela 30° rodada, estava com 99% de chances de ser rebaixado para a segunda divisão. A probabilidade foi estabelecida pelo matemático Tristão Garcia, famoso por estabelecer medidas muitas vezes precisas - mas que, evidentemente, convive também com os erros.

Vou usar e abusar do clichê, mas nesse texto ele vai se encaixar perfeitamente: "o futebol é uma caixinha de surpresas". Absolutamente tudo (claro, em suas devidas proporções futebolísticas) pode acontecer. Se entre seis chances de se concretizar existe apenas uma, convém imaginar que há alguma possibilidade de ela acontecer.

Naquele ano, o Fluminense contrariou expectativas, previsões, macumbas e tudo o que tinha direito e se manteve na elite do futebol brasileiro.

Quatro ano depois, o São Paulo enfrenta, na próxima quarta-feira, o Atlético Mineiro em busca da quebra de prognósticos que afirmam que a equipe tricolor já está eliminada. Segundo o mesmo matemático citado acima, dos três times que ainda disputavam a última vaga, a equipe paulista é a que possuí menor chance - assim como o Fluminense era a equipe menos cotada entre os quatro últimos para permanecer na Série A.

Ou seja, as tão faladas e estudadas previsões matemáticas no futebol não significam absolutamente nada. Representam, sim, o quanto a equipe tem de chance de passar de fase... mas volto a repetir: o futebol é uma caixinha de surpresas...

Eu, assim como o Tristão Garcia, acredito que o São Paulo possua de fato poucas chances de se classificar; mas não pelos números e, sim, pelo baixo rendimento apresentando durante a competição. Todos falaremos, discutiremos e apontaremos nossa tese que justificam o motivo dessa maior chance de eliminação.

No entanto, para os são-paulinos, pouco importa o que qualquer matemático diz a respeito. Se existe uma última esperança, ela será alimentada e acreditada, até o final. E aí entra tudo a favor - orações, superstições, até mesmo o futebol. 

Tudo com dois objetivos principais: ver sua equipe classificada e fazer com que os matemáticos deixem suas teorias fora do futebol - afinal, dentro de campo, o que importa é apenas jogar.

4 de abr. de 2013

Mau hábito hermano


O erro começa quando a polícia militar é colocada dentro de um estádio de futebol;

Se agrava quando os soldados entram em campo para defender o juiz de possíveis agressões;

E fica pior ainda quando policiais e jogadores saem na pancadaria.

A cena – comum, aparentemente, para equipes argentinas que participam da Libertadores - foi vista ontem, no jogo entre Atlético Mineiro e Arsenal de Sarandí.

Pudera, a equipe hermana se revoltou, primeiramente, com as goleadas sofridas nas duas partidas da fase de grupos - ambas por 5 a 2. Como bons - ou maus - perdedores, acusaram o juiz de ser o grande responsável pelas derrotas.

E deu no que deu. A polícia militar realmente pensou que os jogadores partiriam para a agressão... então o batalhão, naquele jeito amigável que qualquer torcedor que frequenta estádios conhece, revidou a provocação dos argentinos.

Apenas uma pergunta: o que faz um policial com uma arma dentro de campo? Para proteger árbitro, jogador, seja quem for, é necessário fuzil ou algo do gênero? Eles estão lá para zelarem pela ordem; a violência tem que ser o último recurso, e não o primeiro.

Mas não foi isso que se viu. A confusão se instalou. Socos, pontapés, arremessos de objetos... e foram parar na delegacia. Como manda a lei, qualquer agressão contra autoridades deve ser punida com prisão. Mas o que aconteceu? Nada.

A equipe argentina pagou uma pequena multa e ficou por isso mesmo. A essa altura, eles já devem estar de volta a sua cidade treinando para a próxima partida - muito provavelmente, mais uma derrota, diga-se de passagem.

Enquanto isso, arcamos com as consequências aqui no Brasil. Reclamam - talvez com razão - da polícia, das atitudes das autoridades locais, da organização da partida, etc.

E os hermanos? Nem aí. Afinal, para eles, brigas como essa são totalmente normais.